Programa habitacional atinge 90% de aprovação e ultrapassa Bolsa Família em popularidade, indicando nova estratégia para o governo.
O programa Minha Casa, Minha Vida emergiu como a principal estrela do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conquistando uma impressionante aprovação de 90% entre os brasileiros, segundo a pesquisa Genial/Quaest. Este índice o coloca à frente de outros programas sociais importantes, incluindo o Bolsa Família, que aparece com 73% de aprovação. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Moradia: uma necessidade transversal e um programa com foco em gênero
A alta popularidade do Minha Casa, Minha Vida é explicada pela natureza fundamental da moradia. “A moradia é uma necessidade concreta, cotidiana e transversal”, afirma Rayne Ferretti Moraes, chefe do Escritório da ONU-Habitat no Brasil. Os efeitos do programa são sentidos de forma imediata, proporcionando “segurança, oportunidade, estabilidade, dignidade e pertencimento”.
Um dos aspectos mais notáveis do programa é o seu foco nas mulheres. Cerca de 85% dos contratos nas modalidades subsidiadas são assinados por mulheres, e aproximadamente 50% dos contratos financiados também têm mulheres como titulares. Este desenho fortalece a autonomia feminina e protege famílias vulneráveis, traduzindo-se em maior segurança habitacional e estabilidade familiar.
Expansão e blindagem orçamentária para garantir o sucesso do Minha Casa, Minha Vida
Com o objetivo de alcançar 3 milhões de moradias até o final de 2026, o governo expandiu o programa, criando a Faixa 4, destinada à classe média. Em novembro, o programa registrou 80 mil contratações em um único mês. Apesar de cortes em outros ministérios e programas sociais durante a votação do Orçamento de 2026, o Ministério das Cidades teve seu orçamento aumentado, e o fundo do Minha Casa, Minha Vida foi blindado, demonstrando a prioridade do governo em manter o programa ativo e em expansão.
Apesar do sucesso, Rayne Ferretti Moraes aponta para a importância de articular o Minha Casa, Minha Vida com outras políticas públicas. “Ampliar a articulação do Minha Casa, Minha Vida com políticas de urbanização de favelas, regularização fundiária, mobilidade, emprego e adaptação climática é essencial”, destaca. A moradia, segundo ela, precisa estar “bem localizada, conectada à cidade e integrada a serviços e oportunidades”.
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