O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou, nesta quinta-feira, 13, que está acompanhando o caso de possível tráfico de pessoas no Camboja, na Ásia. As vítimas seriam brasileiras.

Segundo as denúncias levantadas, parte delas recebida pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Paraná, as propostas divulgadas nas redes sociais ofertam empregos em empresas de crédito e financiamento. O salário é de US$ 900, o equivalente a R$ 4,6 mil. Depois de aceitarem a proposta e chegarem ao Camboja, os brasileiros não conseguem mais sair, sofrem ameaças e são obrigados a trabalhar em atividades ilícitas (golpes virtuais relacionados à venda de criptomoedas).

O esquema funciona desta maneira: uma empresa, supostamente do setor financeiro, oferece vagas de emprego temporário, com salários competitivos, comissões por ativos vendidos e passagens aéreas incluídas. Ao chegarem lá, os brasileiros têm seus passaportes retidos, são induzidos a assinarem cláusula de confidencialidade e são submetidos a longas jornadas de trabalho, privação de liberdade e abusos físicos.

Em parceria com órgãos competentes pela proteção e investigação do caso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública está trabalhando tanto para dar apoio e suporte na apuração quanto para orientar e prevenir que outros brasileiros se vejam nesta situação.





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