Ministro Buzzi embolsou vultosa quantia, ultrapassando o teto salarial
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, recebeu um total de **R$ 616,4 mil** nos últimos quatro meses de 2025, conforme dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os valores detalhados são de R$ 260 mil em setembro, R$ 100 mil em outubro, R$ 112,8 mil em novembro e R$ 143,6 mil em dezembro. Essa remuneração, significativamente acima do teto salarial do funcionalismo público, que deveria ser o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), levanta questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos.
O mecanismo para burlar o teto salarial
Parte da expressiva quantia recebida por Buzzi pode ser atribuída a pagamentos como o décimo terceiro salário e férias. No entanto, o ministro faz parte de um grupo seleto no Judiciário que consegue acessar **“direitos eventuais”**, uma verba que geralmente se refere a compensações indenizatórias, remuneratórias ou gratificações. Esse artifício permite que alguns magistrados recebam valores que ultrapassam o limite constitucional estabelecido, gerando polêmica e críticas.
Afastamento e consequências legais
O ministro Buzzi foi afastado de suas funções nesta terça-feira, 10, após enfrentar duas acusações de importunação sexual. Os relatos envolvem uma jovem de 18 anos e uma ex-funcionária de seu gabinete, gerando constrangimento entre seus pares. Apesar do afastamento cautelar determinado pelo CNJ, que prevê a perda de gratificações, o magistrado mantém seu vencimento base de R$ 44 mil. O processo administrativo contra Buzzi pode resultar, no máximo, em uma aposentadoria compulsória, dado que ele possui 68 anos e, portanto, teria direito a uma aposentadoria integral. A via criminal permanece aberta para que as vítimas busquem justiça.
Contexto e repercussão
A situação de Buzzi adiciona mais um capítulo à discussão sobre a **elite do Judiciário** e os privilégios que por vezes parecem inacessíveis ao cidadão comum. Enquanto o ministro embolsava valores expressivos, o Judiciário enfrenta escrutínio público e a necessidade de transparência em seus gastos e condutas. A repercussão do caso pode impulsionar debates sobre a **reforma do sistema remuneratório** do funcionalismo público e a aplicação rigorosa do teto salarial, garantindo que a justiça seja, de fato, para todos.
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