Moraes e Galípolo: Reunião Foca em Lei Magnitsky, Banco Master Ausente das Discussões

Moraes Afasta Conexão com Banco Master em Diálogo sobre Lei Magnitsky

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu um comunicado oficial para dissipar especulações sobre uma reunião com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que teria envolvido o Banco Master. Segundo a nota divulgada pelo próprio ministro, o encontro teve como foco exclusivo as implicações da **Lei Magnitsky**, um dispositivo legal dos Estados Unidos que permite a imposição de sanções financeiras a indivíduos acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.

Detalhes da Reunião e Outros Envolvidos

A declaração de Moraes especifica que, no mesmo contexto da discussão sobre a **Lei Magnitsky**, ele também dialogou com Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Roberto Sallouti, presidente do BTG, e vice-presidentes do Bradesco e Itaú. O objetivo dessas conversas, conforme o ministro, foi debater as “graves consequências da aplicação da referida lei”, com ênfase na possibilidade de restrições a movimentações bancárias, contas correntes e cartões de crédito e débito. A informação inicial sobre a reunião entre Moraes e Galípolo foi veiculada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Contexto das Sanções e Retirada da Lista

Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, foram incluídos na lista de sanções da **Lei Magnitsky** em julho, em um período de pressão internacional para que o ministro reconsiderasse o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A inclusão de Viviane ocorreu em setembro, após a condenação de Bolsonaro pelo STF. No entanto, em um movimento diplomático recente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou o ministro e sua esposa da lista de alvos da sanção. Essa decisão coincide com uma reaproximação entre os governos brasileiro e americano, marcada por encontros entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Escândalo do Banco Master e Investigação em Andamento

As atividades financeiras da família Moraes vieram a público após o escândalo envolvendo o **Banco Master**. O escritório de advocacia liderado por Viviane Barci atua como representante legal do banco em diversas esferas, incluindo tribunais, Congresso e Receita Federal. Um contrato revelado pelo O Globo indica que o escritório poderia receber **R$ 3,6 milhões por mês** entre 2024 e 2027, totalizando um valor potencial de **R$ 129 milhões** até o início de 2027. Diante das revelações, o senador Alessandro Vieira anunciou a coleta de assinaturas para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o contrato e a possível ligação do encontro de Moraes com Galípolo com os interesses do **Banco Master**.


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