Moraes nega pedido de barbeiro para Almir Garnier, condenado por golpe

Moraes nega pedido de barbeiro para Almir Garnier, condenado por golpe

Decisão do STF reforça igualdade de tratamento no cárcere

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da defesa do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, para que um barbeiro pudesse visitá-lo periodicamente. Garnier cumpre pena em Brasília após ser **condenado no julgamento da trama golpista**. A decisão ressalta a necessidade de tratamento igualitário a todos os detentos sob responsabilidade da Marinha.

Garnier sentenciado a 24 anos de prisão

O pedido, encaminhado pela Marinha ao gabinete de Moraes, solicitava a autorização para que um militar barbeiro realizasse o corte de cabelo de Garnier a cada quinze dias. No entanto, em seu despacho, o ministro Alexandre de Moraes foi claro ao afirmar que o custodiado **deve se submeter às mesmas regras aplicadas aos demais presos**. “O custodiado deverá se submeter ao regramento geral da Marinha para todos os presos”, escreveu Moraes.

Apoio explícito ao plano golpista resultou na condenação

Almir Garnier foi sentenciado a uma pena de **24 anos de prisão**, com cumprimento inicial em regime fechado. Além da privação de liberdade, a decisão impôs o pagamento de 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo. Segundo o STF, Garnier foi o **único chefe de uma das Forças Armadas a manifestar apoio explícito ao plano golpista** articulado pelo então presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Moraes foi comunicada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Comando de Operações Navais.


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