STF quer clareza sobre saúde de Augusto Heleno
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira (1º) que a Polícia Federal realize uma perícia médica completa no general Augusto Heleno. A decisão atende a um pedido da defesa do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, que solicitou a concessão de prisão domiciliar humanitária. A necessidade da perícia surge após informações contraditórias apresentadas pela defesa sobre o estado de saúde do militar, que está preso desde 25 de abril no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, após ser condenado a 21 anos de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado.
Defesa apresenta datas conflitantes para diagnóstico de Alzheimer
Inicialmente, a defesa de Heleno alegou que o general sofria de Alzheimer e outras comorbidades desde 2018, antes mesmo de assumir o cargo de ministro. Contudo, o advogado Matheus Milanez posteriormente corrigiu a informação, afirmando que o diagnóstico definitivo de demência mista ocorreu apenas em janeiro deste ano. Essa divergência nas datas do diagnóstico gerou a necessidade de uma avaliação oficial por parte do STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já emitiu parecer favorável ao pedido de prisão domiciliar, mas o ministro Moraes solicitou documentos complementares para comprovar a cronologia da doença.
Perícia da PF terá 15 dias para apresentar laudo
Os médicos da Polícia Federal terão o prazo de 15 dias para apresentar os resultados de uma avaliação clínica abrangente do general Augusto Heleno. O laudo deverá focar especialmente no estado da memória e outras funções cognitivas do militar, além de avaliar o grau de limitação funcional decorrente das patologias identificadas. A perícia também indicará os cuidados necessários para a manutenção da integridade física e cognitiva de Heleno, e a necessidade ou não de supervisão contínua. A decisão final sobre a concessão da prisão domiciliar humanitária dependerá diretamente dos achados deste laudo pericial. A defesa detalhou que, apesar de tratar um transtorno depressivo desde 2018, o diagnóstico definitivo de demência mista só foi estabelecido em janeiro de 2025, com queixas cognitivas e sintomas ansiosos retornando em 2022.
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