Moraes ordena prisão domiciliar para réus golpistas após fuga de Silvinei Vasques

Moraes ordena prisão domiciliar para réus golpistas após fuga de Silvinei Vasques

Decisão do STF ocorre após tentativa de fuga do ex-diretor da PRF para El Salvador, que foi detido no Paraguai.

Silvinei Vasques é detido no Paraguai em tentativa de fuga

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a **prisão domiciliar** de réus envolvidos na trama golpista. A medida cautelar foi anunciada nesta sexta-feira (26) e ocorre um dia após a **prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques**, no Paraguai. Vasques estava em meio a uma tentativa de fuga do país, com o objetivo de chegar a El Salvador, passando pelo Panamá.

Segundo informações da Polícia Federal (PF), Silvinei Vasques foi interceptado pelas autoridades paraguaias ao tentar utilizar **documentos falsos** para cruzar a fronteira. Ele estava em liberdade provisória, monitorado eletronicamente desde agosto de 2024, após ter sido liberado de uma prisão preventiva. Neste mês, o ex-diretor da PRF foi **condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão** pelos crimes relacionados à trama golpista.

Trama golpista dividida em núcleos para agilizar julgamento

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a trama golpista foi **fatiada em núcleos de atuação**. Essa divisão, originada nas investigações da PF, foi adotada pela PGR com o objetivo de **acelerar o julgamento das ações penais** relacionadas ao caso. Essa estratégia visa dar celeridade ao processo judicial.

O ex-presidente Jair Bolsonaro faz parte do principal grupo de réus, denominado **“núcleo 1”**, também conhecido como **“núcleo crucial”**. Este grupo é composto por indivíduos em posições de comando, como ministros de Estado e militares de alta patente, que teriam tido um papel central na articulação do golpe.

Outros réus sob novas medidas cautelares

O **núcleo 2** da denúncia é acusado de **“operacionalizar” a tentativa de golpe**. Neste grupo, além de Silvinei Vasques, encontra-se o ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins, que também teve sua prisão domiciliar determinada por Moraes. O núcleo 3 foi acusado de formar uma **“central de contrainteligência”** do golpe, enquanto o núcleo 4 responde por disseminar desinformação contra o sistema eleitoral e as instituições democráticas.

A prisão de Silvinei Vasques e a consequente determinação de prisão domiciliar para outros réus demonstram a **continuidade das ações do STF** no combate às tentativas de ruptura democrática. A tentativa de fuga do ex-diretor da PRF reforça a necessidade de medidas mais rigorosas para garantir a aplicação da justiça e a segurança institucional.


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