Uma homenagem a Ivan Conti, o Mamão, o gênio da bateria brasileira
O Brasil perdeu um dos seus maiores talentos musicais na segunda-feira (17), quando o baterista Ivan Conti, o Mamão, faleceu aos 76 anos. Ele era um dos fundadores do Azymuth, uma das bandas mais inovadoras e influentes da música instrumental brasileira, que misturava samba, funk e jazz com maestria.
Ivan Conti começou a tocar bateria aos 12 anos e logo se destacou pela sua técnica e criatividade. Ele participou de vários grupos de bossa nova e rock nos anos 1960 e 1970, como Os Dissonantes e The Youngsters. Mas foi com o Azymuth que ele alcançou o reconhecimento internacional.
Formado em 1973 com José Roberto Bertrami nos teclados e Alex Malheiros no baixo, o Azymuth criou um som único e original, que eles chamavam de “samba doido”. O trio combinava elementos da música brasileira tradicional com influências do funk americano, do jazz fusion e da música eletrônica. O resultado era uma música vibrante, sofisticada e dançante.
O Azymuth lançou mais de 20 álbuns ao longo da carreira e fez sucesso em vários países, especialmente nos Estados Unidos, onde se apresentou em festivais como o Montreux Jazz Festival e o Newport Jazz Festival. O grupo também colaborou com artistas renomados como George Duke, Stevie Wonder e Milton Nascimento.
Ivan Conti era o coração do Azymuth, com sua bateria pulsante e inventiva. Ele também era um músico versátil e requisitado, que gravou com grandes nomes da MPB, como Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, Gal Costa, Maria Bethânia, Raul Seixas, Chico Buarque e Roberto Carlos.
Ivan Conti deixou um legado imenso para a música brasileira e mundial. Ele foi um dos bateristas mais originais e influentes de todos os tempos. Ele será lembrado por sua alegria, sua generosidade e seu talento incomparável. Ele foi um mestre do ritmo e um amigo querido. Ele foi o Mamão.
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