Morre Raul Jungmann, ex-ministro que defendeu STF contra Trump

Morre Raul Jungmann, ex-ministro que defendeu STF contra Trump

O ex-ministro do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública, **Raul Jungmann**, faleceu após uma longa batalha contra o câncer. A notícia de sua morte foi recebida com pesar por diversas lideranças políticas, que lamentaram a perda de um **homem público de rara integridade e extraordinária densidade republicana**, como o definiu o ministro do STF Gilmar Mendes.

Legado de Defesa Institucional e Diálogo

Jungmann se destacou recentemente por sua participação em um **manifesto assinado por nove ex-ministros da Justiça**, em solidariedade ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, divulgado em repúdio às sanções impostas por Donald Trump a ministros da corte brasileira, como a cassação de vistos americanos, apontava uma **”indevida coação” e retaliação à independência do Judiciário**.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em nome da Casa, concedeu a Jungmann uma **Moção de Louvor em dezembro**, reconhecendo sua **trajetória pública e o serviço prestado ao país**. Lira destacou as **lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional** deixadas pelo ex-ministro.

Trajetória Marcada pela Democracia e Serviço Público

A **longa trajetória de Raul Jungmann na política brasileira** começou desde a luta das Diretas Já. Ele teve passagens pelo PCB e foi um dos fundadores do PPS, além de ter exercido mandatos como deputado federal.

O atual ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que sucedeu Jungmann na pasta, agradeceu ao ex-ministro e expressou seus sentimentos à família. Teixeira ressaltou a **generosidade e o espírito democrático** de Jungmann, que participou ativamente do conselho de ex-ministros do Desenvolvimento Agrário, mesmo com a saúde debilitada.

Reconhecimento e Amizade Pessoal

O ministro Gilmar Mendes, além de destacar a integridade de Jungmann, expressou a dor pessoal pela perda de um **”amigo querido, cuja presença sempre inspirou confiança e serenidade”**. Mendes relembrou que a amizade foi construída no **diálogo franco e na partilha da convicção de que a democracia exige coragem e compromisso permanente com a Constituição**.

A partida de Raul Jungmann deixa um vazio no cenário político brasileiro, mas seu legado de **defesa das instituições democráticas e de serviço público** permanece como inspiração.


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