MPT denuncia Hytalo Santos e o marido por trabalho análogo à escravidão | G1

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"title": "MPT Denuncia Hytalo Santos e Marido por Trabalho Análogo à Escravidão e Exploração de Menores",
"subtitle": "Influenciador é acusado de isolamento, controle e monetização de adolescentes em condições precárias.",
"content_html": "<h2>Ministério Público do Trabalho investiga Hytalo Santos e Israel Vicente por graves violações</h2>nn<p>O Ministério Público do Trabalho (MPT) formalizou uma <b>denúncia contra o influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente</b>, conhecido como Euro. A acusação central é de <b>tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão</b>. Esta denúncia se soma a outra investigação em andamento, que já apura a produção de conteúdos de exploração sexual envolvendo adolescentes pelo influenciador.</p>nn<h3>Indícios de Práticas Irregulares com Menores</h3>nn<p>Segundo o MPT, existem <b>fortes indícios de que Hytalo Santos submetia menores a práticas irregulares</b>. As alegações incluem aliciamento de adolescentes para que morassem em sua residência, impondo-lhes condições de trabalho precárias. O órgão detalha uma série de condutas graves, como <b>isolamento do convívio familiar</b>, <b>confisco de meios de comunicação</b>, ausência de convívio social mais amplo, e um <b>rígido controle sobre a rotina</b> dos jovens.</p>nn<p>A investigação aponta ainda para uma <b>agenda exaustiva de gravações</b>, muitas vezes com privação de sono, ausência de remuneração, supressão da autonomia individual e financeira, além de <b>coação psicológica</b> com ameaças permanentes de "descarte". O MPT também relata ingerências sobre a definição de identidade de gênero e orientação sexual dos adolescentes.</p>nn<h3>Exposição Sexualizada e Procedimentos Estéticos</h3>nn<p>As vítimas teriam sido <b>expostas de forma sexualizada nas redes sociais</b>, participando de festas e frequentando locais incompatíveis com suas idades. A monetização de suas imagens era uma prática constante, e o órgão aponta a realização de <b>procedimentos estéticos voltados a potencializar o apelo sexual</b>. Sobre a alegação de consentimento dos menores e de seus pais, o MPT considera o argumento <b>"irrelevante"</b>, pois entende que os adolescentes não teriam condições de reconhecer a violência sofrida, e os pais estariam sujeitos a benefícios oferecidos pelo influenciador.</p>nn<h3>Medidas e Responsabilização dos Pais</h3>nn<p>A Justiça do Trabalho, a pedido do MPT, expediu ofícios para órgãos de garantia do bem-estar de crianças e adolescentes, solicitando <b>assistência psicológica, médica e social imediata</b>. Desde agosto, a Justiça da Paraíba já determinou o <b>bloqueio de bens que podem chegar a R$ 20 milhões</b> pertencentes a Hytalo Santos e Israel Vicente. O MPT pede uma indenização por dano moral coletivo de R$ 12 milhões e reparações individuais que variam de R$ 2 a R$ 5 milhões.</p>nn<p>O MPT também aponta a <b>responsabilidade dos pais</b> dos adolescentes, que ao aceitarem benefícios materiais, teriam "entregado seus filhos a terceiros de maneira claramente ilegal". Embora não se busque responsabilidade patrimonial dos genitores na esfera da Justiça, suas condutas podem ser formalmente responsabilizadas na esfera criminal. Foram requisitadas limitações para os pais, como não permitir a participação dos menores em conteúdos digitais com conotação sexual ou submetê-los à exploração e às piores formas de trabalho infantil, sob pena de multa.</p>"
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