Mulher assassinada na Paraíba: Família alega que vítima planejava denunciar ex-companheiro
Suspeito não aceitava o fim do relacionamento e invadiu a casa da vítima
Um crime chocante abalou a Paraíba nesta manhã. Adina Taline Silva, de 29 anos, foi brutalmente assassinada com golpes de faca em sua residência. Segundo relatos da família, a vítima planejava registrar um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro, Leonardo Lopes, no mesmo dia do ocorrido. O homem, com quem Adina manteve um relacionamento por dois anos, não aceitava o término e, conforme as investigações preliminares, teria invadido a casa onde a jovem morava com a mãe.
A irmã da vítima, Cleide, relatou que Adina já vinha sofrendo ameaças por parte do ex-companheiro um dia antes do assassinato. “Ele invadiu a casa. Pulou o muro, entrou e na saída quebrou o portão. A dor que eu estou sentindo, acho que nunca senti na minha vida. Eu só tinha ela de irmã”, desabafou Cleide, visivelmente abalada.
Mãe da vítima ouviu gritos de socorro e viu o suspeito fugir
Tereza do Nascimento, mãe de Adina, contou momentos de terror vividos na manhã desta quinta-feira. Ela estava deitada quando ouviu os gritos da filha pedindo socorro. Ao correr para ajudar, Tereza viu o suspeito fugindo pelo portão da casa. “Eu estava deitada e escutei os gritos dela pedindo socorro, aí eu corri, mas quando eu corri, ele [o suspeito] já tinha entrado e esfaqueado ela. Ele vinha descendo [as escadas], quebrou o portão e saiu correndo. Quando eu subi, ela vinha cambaleando pelas escadas”, relatou a idosa, em choque.
O crime ocorreu por volta das 7h. A polícia aponta que Leonardo Lopes esperou o filho de Adina, um adolescente de 12 anos, sair para a escola antes de invadir a residência e cometer o feminicídio. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O suspeito fugiu e, até o momento, não foi localizado pelas autoridades.
Polícia busca por suspeito foragido; caso é tratado como feminicídio
Adina Taline Silva era descrita pela mãe como “tudo na vida dela”. A comoção e a dor da família são imensuráveis diante da brutalidade do crime. “Eu chamei o socorro, mas nunca na minha vida pensei que isso ia acontecer. Minha filha era tudo na minha vida, eu não sei como vou aguentar ver ela chegar dentro de um caixão. É uma dor muito terrível, eu preferia que fosse eu”, lamentou Tereza do Nascimento.
O caso está sendo investigado como feminicídio. A polícia segue em diligências para capturar Leonardo Lopes, principal suspeito do crime, que permanece foragido. A família espera que a justiça seja feita e que o suspeito seja encontrado o mais rápido possível.
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