Polícia Civil busca prorrogação de prazo para inquérito do mutirão oftalmológico em Campina Grande
A Polícia Civil da Paraíba solicitou à Justiça um novo prazo de 60 dias para concluir o inquérito que investiga as complicações ocorridas durante um mutirão oftalmológico realizado em maio de 2025, no Hospital de Clínicas de Campina Grande. O pedido foi protocolado em 25 de março na Vara de Garantias da cidade e aguarda análise do Poder Judiciário.
Apurações em sigilo e busca por respostas
O delegado Renato Leite informou que, apesar de algumas diligências já terem sido concluídas, ainda há etapas pendentes para a finalização das investigações. O conteúdo detalhado das apurações permanece sob sigilo judicial, o que impede a divulgação de informações específicas neste momento. O delegado ressaltou que só se pronunciará após a conclusão de todas as análises e laudos necessários.
Relembrando o caso: infecções e sequelas após o mutirão
O mutirão oftalmológico, que ocorreu no dia 15 de maio de 2025 e atendeu 64 pacientes, tornou-se alvo de investigação após diversos relatos de complicações oculares graves. Pacientes que participaram do evento, que fazia parte do programa Opera Paraíba e foi executado pela Fundação Rubens Dutra Segundo, começaram a procurar atendimento médico dias depois, queixando-se de dores intensas e sinais de infecção. Meses após os procedimentos, alguns pacientes relataram sequelas permanentes, com alguns afirmando ter perdido a visão.
Medicamentos vencidos e rompimento de contrato
Um ponto crucial nas investigações é a descoberta de que parte dos medicamentos utilizados no mutirão estava vencida. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES), pelo menos 6 dos 30 frascos utilizados estavam vencidos e abertos, havendo indícios de que foram usados nos procedimentos. Diante dos fatos, a SES rompeu o contrato com a empresa responsável, afirmando que a responsabilidade pelos profissionais e materiais era exclusiva da contratada. A Fundação Rubens Dutra Segundo confirmou o vínculo com os profissionais e materiais e disse acompanhar as investigações, que também estão sob o olhar do Ministério Público da Paraíba e do Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB).
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