É provável que o prefeito Nabor Wanderley não esteja presente em nenhum dos debates agendados com as emissoras de rádio na cidade de Patos-PB. Ao se ausentar, o candidato desilude não apenas seus eleitores, mas toda a sociedade patoense. O temor do prefeito-candidato é em relação às cobranças que certamente serão feitas por seus adversários, especialmente pelo candidato Ramonilson Alves, do PSDB. Há quatro anos, durante um debate, Nabor fez várias promessas, incluindo a conclusão de obras como o Teatro Municipal, o Estádio José Cavalcante e a Vila Olímpica, todas prometidas para serem finalizadas em seis meses. Nabor venceu a eleição, mas não cumpriu grande parte das promessas feitas. Diante de um novo confronto, como se defenderá das cobranças que virão? O próprio Nabor falhou em honrar os compromissos assumidos, mesmo contando com o apoio de seu filho, o deputado federal Hugo Motta, que é responsável pela liberação dos recursos financeiros para a Prefeitura de Patos. Agora, além das cobranças pelas obras inacabadas, ele enfrenta sérias denúncias de corrupção em sua administração. Em uma entrevista à “TV SOL”, Nabor admitiu que havia desvios de receitas por parte de um servidor de sua confiança, mas essa meia culpa não convenceu a ninguém. Durante o debate, é certo que seus oponentes explorarão esse tema com intensidade. Há rumores de que provas serão apresentadas no debate promovido pela Rádio Arapuan. Considerado favorito, Nabor pode optar por não enfrentar diretamente seus adversários, o que o obrigaria a responder sobre os erros do passado e do presente de sua gestão. As oposições estão prontas para qualquer situação. Presente ou ausente, Nabor enfrentará consequências. O povo desaprova a covardia, e a ausência em um debate desse tipo, que discute ideias e propostas, geralmente resulta na perda de respeito e admiração por parte dos eleitores.
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