Recentemente, uma nova variante da Covid-19 surgiu em Israel e na Dinamarca. Chamada de BA.6, ela deixou autoridades sanitárias em riste. A BA.6 é uma subcepa da eris, que, por sua vez, é subvariante da ômicron.Entre as mentes preocupadas, estão Trisha Greenhalgh, especialista em saúde primária na Universidade de Oxford (Inglaterra), que defende o uso de máscaras nesse momento.
Um artigo de opinião publicado na conceituadíssima publicação de medicina, a BMJ, de autoria de Christina Pagel, professora na University College London (Inglaterra), afirma que “é praticamente certo que entramos em mais uma onda de covid-19”.BA.6: o que se sabe?
A BA.6 possui várias mutações inéditas;
Algumas são associadas à capacidade de propagação; outras, à habilidade de passar por nosso sistema imunológico; e, outras, são totalmente novas;
Até o momento, os pesquisadores têm somente três sequenciamentos da cepa;
Pagel afirma que a disseminação geográfica indica ocorrência de transmissão comunitária;
Contudo, ela crê que as características distintas da Omicron a potencializa para realizar grande propagação da Covid-19.Dada a proteção das vacinas e as infecções anteriores, é improvável que essa onda cause grande aumento nas internações ou mortes. No entanto, qualquer aumento na carga hospitalar é má notícia. Christina Pagel, professora na University College London, em artigo de opiniãoSobre a recomendação de Greenhalgh de voltarmos ao uso de máscaras, é sabido que elas são muito eficazes. Suas proteções (especialmente a PFF2) reduzem a chance de contágio para uma em cada mil (0,1%).A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que houve aumento de 80% de casos da Covid-19 entre 10 de julho e 6 de agosto mundialmente quando se compara com junho. Já as mortes caíram 57%.Contudo, não é possível afirmar que os dados obtidos tenham influência da BA.6, pois a variante apareceu há pouco e em apenas dois países.
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