Polemica na USP: Novo Reitor Apoiava Lula e Criticava Bolsonaro
A escolha de Aluísio Segurado, médico infectologista, como novo reitor da Universidade de São Paulo (USP) pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) gerou repercussão devido a um manifesto assinado por ele em 2022. O documento, divulgado em meio à eleição presidencial, expressava apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e continha fortes críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL), padrinho político do atual chefe do Executivo paulista.
Manifesto Reafirma Valores da USP e Critica Gestão Anterior
Por meio de sua assessoria de imprensa, a USP informou que o manifesto, datado de 2022, tem como objetivo reafirmar “convicções aderentes aos valores cultivados na USP de defesa da ciência, da excelência acadêmica e da democracia”. O documento, intitulado “Manifesto pela democracia em nosso país”, foi elaborado por professores e alunos da Faculdade de Medicina. Nele, Segurado e outros signatários apontavam que o governo Bolsonaro atuava contra os interesses da população e que a “condução desastrosa do presidente” na pandemia de Covid-19 resultou em “dezenas de milhares de mortes e sequelas evitáveis”.
Lula-Alckmin como Opção para Reconstrução Democrática
O manifesto descrevia a eleição de 2022 como uma escolha entre a “devastação cívica” e um novo caminho voltado à “eliminação da miséria e redução das desigualdades”. A chapa Lula-Alckmin era apontada como a opção com viabilidade eleitoral para “reconstruir os pilares de nossa democracia” e promover uma sociedade com “atenção e diminuição das iniquidades sociais e econômicas, da intolerância e da violência”.
Críticas a Bolsonaro e Desafios Futuros da USP
Além do manifesto, Aluísio Segurado também criticou publicamente o governo Bolsonaro em novembro de 2019, em entrevista ao portal do jornal Contacto. Na ocasião, ele expressou preocupação com o pensamento “conservador e moralista” da gestão, que, em sua visão, prejudicava o combate ao HIV. Segurado tomará posse como reitor em 25 de janeiro para um mandato de quatro anos. Entre os principais desafios apontados por ele estão a rediscussão do financiamento da universidade, considerando a implementação da reforma tributária e a gradual extinção do ICMS até 2033, além de aprimorar o convívio e o pertencimento inclusivo na USP, e adaptar a instituição à transformação digital.
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