O golpe militar no Brasil completa 60 anos. De acordo com o relatório da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba (CEVPM-PB), em 1972, escutas foram instaladas em hotel e uma equipe monitorou os passos de Juscelino Kubitschek.

O funcionamento da estrutura de informação na época do regime militar no Brasil acontecia de forma articulada e planejada. Em 1972, essa estrutura entrou em ação na Paraíba, colocando em prática a Operação Juvenal. O objetivo era espionar o ex-presidente Juscelino Kubitschek durante uma viagem a João Pessoa. No entanto, JK conseguiu driblar a espionagem. Em alguns momentos, usou o banho de mar para conversar com o grupo que o acompanhava, dificultando a vigilância técnica.
Sessenta anos após o golpe militar, o Jornal da Paraíba mostra detalhes, a partir do relatório da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba (CEVPM-PB), que vão desde a vinda de agentes do Serviço Nacional de Informações (SNI) do Rio de Janeiro à Paraíba até a entrada no quarto de JK para instalar “escutas” nos telefones e no cabo do aparelho de TV.
De acordo com o relatório, a operação infiltrou agentes como funcionários do hotel e cooptou um empregado do alto escalão e um motorista da comitiva, bem como acompanhou JK nas ruas de João Pessoa e vigilância na praia do Poço. As transcrições das escutas telefônicas, que constam no relatório, apresentam apenas contatos do apartamento com a telefonista do hotel com algumas solicitações.
Leia matéria completa em: O dia em que Juscelino Kubitschek driblou a espionagem do regime militar ao tomar banho de mar na Paraíba (jornaldaparaiba.com.br)
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