Operação Argos desarticula rota de drogas de São Paulo para o Nordeste
Líderes da organização criminosa, incluindo o articulador Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, foram presos em ação que cumpriu 44 mandados de prisão e bloqueou valores milionários.
São Paulo como centro logístico do tráfico
A Operação Argos, deflagrada nesta quinta-feira (26), revelou um complexo esquema de tráfico de drogas que utilizava caminhões e carretas para transportar grandes volumes de entorpecentes de São Paulo e da região de fronteira com a Bolívia e o Paraguai para diversos estados do Nordeste. Segundo a Polícia Civil, São Paulo funcionava como um verdadeiro “grande hub da operação”, o centro de distribuição da droga.
O principal articulador desse esquema, Jamilton Alves Franco, o “Chocô”, foi preso em Hortolândia, São Paulo. Ele é apontado como o responsável pelo núcleo operacional de distribuição, gerenciando o envio de grandes cargas sem ter contato direto com as substâncias ilícitas. “Ele não colocava a mão em droga, apenas articulava o envio de grandes cargas”, explicou o delegado Victor Melo.
A logística clandestina e o enfraquecimento financeiro da rede
A investigação aponta que as drogas eram frequentemente inseridas nas carretas de forma clandestina, muitas vezes sem o conhecimento das empresas de transporte. Essa estratégia dificultava a detecção e permitia o fluxo contínuo dos entorpecentes. A Operação Argos cumpriu um total de 44 mandados de prisão, sendo 32 na Paraíba, 10 em São Paulo, 1 na Bahia e 1 no Mato Grosso. Além disso, foram expedidos 45 mandados de busca e apreensão.
Para desmantelar financeiramente a organização, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 104.881.124,34 em contas bancárias ligadas a 199 investigados. Também foram sequestrados 13 imóveis e 40 veículos, incluindo carros de luxo e frotas de transporte, evidenciando a magnitude da riqueza acumulada pelo grupo.
Lavagem de dinheiro e futuras fases da operação
Uma linha de investigação da Operação Argos aponta para o envolvimento de empresas ligadas à lavagem de dinheiro do tráfico em licitações municipais, como na Prefeitura de Pombal. Embora ainda não haja indícios de envolvimento das administrações municipais, a Polícia Civil informou que todo o material coletado será analisado, indicando a possibilidade de novas fases para a operação.
A ação contou com a participação de 400 policiais em quatro estados, demonstrando a abrangência e a importância do combate a essa organização criminosa que impactava diretamente a segurança pública em diversas regiões do país.
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