Operação Mágico de Oz desarticula esquema de fraude na Fazenda de SP
A Operação Mágico de Oz, deflagrada nesta sexta-feira, 13, pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Militar, mira um grupo de auditores fiscais de Rendas da Fazenda do Estado de São Paulo, suspeitos de envolvimento em um esquema de recebimento de propinas milionárias e fraudes tributárias. A investigação aponta para o uso de ‘laranjas’ para ocultar o dinheiro ilícito.
Afastamento e Prisão de Auditores Fiscais
Quatro auditores fiscais da Delegacia Regional Tributária-14, em Osasco, na Grande São Paulo, foram afastados de suas funções. Um deles, Rafael Merighi Valenciano, teve a prisão preventiva decretada e foi detido em Valinhos, no interior paulista. Os demais auditores sob suspeita são Jorge Luiz David, Fernando Kenji Iwai e Milton Mamoru Nakanishi. A operação resultou na apreensão de R$ 172,7 mil em dinheiro vivo, além de cinco celulares, quatro notebooks, uma CPU, quatro pendrives, um relógio inteligente, carimbos, cartões e diversos documentos que serão analisados pelo Ministério Público.
Detalhes das Apreensões e Desdobramentos
Em uma residência de alto padrão em Valinhos, ligada a Rafael Valenciano, foram encontrados R$ 10.822,00 em espécie, três celulares, dois notebooks e quatro pendrives. Em outro endereço na mesma cidade, vinculado a um assessor envolvido na fraude, foram apreendidos R$ 122.356 em dinheiro vivo, dois celulares e dois notebooks. Um escritório ligado aos investigados também foi alvo de busca, resultando na apreensão de R$ 39.579 em espécie e dois notebooks.
Conexão com Operação Ícaro e Outras Investigações
A Operação Mágico de Oz é um desdobramento da Operação Ícaro, que investiga fraudes bilionárias envolvendo agentes fiscais e grandes varejistas. A Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025, já levou à denúncia contra o empresário Sidney de Oliveira, dono do Grupo Ultrafarma, acusado de subornar fiscais para obter ressarcimentos indevidos de R$ 327,1 milhões. Além dos auditores, o vice-prefeito de Tupi Paulista, Frederico Marquezim (PSD), também foi afastado por suposto envolvimento. A contadora Maria Hermínia de Jesus Santa Clara foi presa sob suspeita de lavar dinheiro do esquema através de salões de beleza.
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