Operação Teia desmantela esquema de tráfico e lavagem de dinheiro com movimentação milionária
A Polícia Civil deflagrou a Operação Teia, que resultou na prisão de 11 pessoas em cinco estados: Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Paraná. A quadrilha, que atuava no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, movimentou mais de R$ 90 milhões ao longo de três anos. Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos, revelando a complexa teia de atividades ilícitas.
Chefes da organização e movimentação financeira sob investigação
Um dos principais alvos, considerado o chefe da organização criminosa, foi preso em João Pessoa, Paraíba, em um condomínio de alto padrão. Com ele, foram apreendidas três armas de fogo, munições e um carro de luxo. A investigação, conduzida pela 7ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico, identificou que a maior parte dos presos estava envolvida na movimentação financeira do esquema. A quebra do sigilo bancário e fiscal permitiu o bloqueio judicial de mais de R$ 90 milhões, valor total movimentado pelos 16 integrantes investigados.
Lavagem de dinheiro com empresas de fachada e conexões prisionais
A operação expôs métodos sofisticados de lavagem de dinheiro. Um dos presos, em Sergipe, movimentou cerca de R$ 16 milhões. Ele residia em uma casa simples, mas mantinha uma empresa de fachada com movimentações financeiras expressivas, o que levantou suspeitas imediatas. O delegado José Eymard destacou que “quase todos os envolvidos que estavam movimentando dinheiro eram presidiários, ex-presidiários ou visitantes de presidiários”, evidenciando a forte ligação da organização com o sistema prisional.
Operação Teia: nome e ramificações da quadrilha
O nome da operação, Teia, foi escolhido pela Polícia Civil devido à intrincada ramificação e interligação entre os membros da quadrilha, descobertas durante as investigações financeiras. Um dos indivíduos identificados recebia grandes quantias como beneficiário. Ao ser investigado, descobriu-se que ele possuía três mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas, indicando seu papel como fornecedor na organização. A ação contou com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco e de outros estados envolvidos.
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