Opinião | Abolição da miséria

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"title": "Abolição da Miséria: A Visão Ignorada de André Rebouças",
"subtitle": "Mais de um século após suas propostas, o Brasil ainda luta para erradicar a pobreza, ecoando as preocupações de um abolicionista visionário.",
"content_html": "<h2>André Rebouças, um nome esquecido na luta contra a pobreza</h2>n<p>Em um Brasil marcado por profundas desigualdades, a busca pela **erradicação da miséria** é um objetivo nacional declarado, mas frequentemente adiado na prática. Enquanto a sociedade parece alheia a essa mazela, figuras históricas como André Rebouças já clamavam por soluções há mais de um século. Visionário, Rebouças, ainda na década de 1880, propôs três pautas que hoje consideramos fundamentais: a **supressão da miséria**, a instituição do **salário-mínimo** e a **participação nos lucros**.</p>nn<h3>As raízes da miséria, segundo Rebouças</h3>n<p>André Rebouças, figura proeminente no movimento abolicionista, enxergava a miséria como uma irmã gêmea da escravidão. Para ele, o sistema escravagista foi um **monstro produtor de proletários e miseráveis**, responsável por um monopólio territorial sem precedentes. Esse sistema, argumentava, perpetuou a **miséria urbana**, caracterizada pela aglomeração em habitações precárias, e a **miséria rural**, marcada pela falta de terra, salário e distribuição equitativa entre capital e trabalho.</p>nn<h3>Propostas audaciosas para um futuro justo</h3>n<p>Rebouças defendia a ideia de que a **extinção da escravidão** deveria elevar a **abolição da miséria** ao primeiro plano. Ele considerava o absenteísmo ante as injustiças um crime, citando a escravidão, o monopólio territorial e o parasitismo oligárquico como pilares desse passado a ser superado. Sua atuação na Sociedade Central de Imigração, buscando mão de obra europeia, refletia uma visão humanista de acolhimento ao "foragido da miséria do Velho Mundo", propondo um "banquete de Justiça e de Equidade" no Brasil.</p>nn<h3>Um legado de reformas sociais e econômicas</h3>n<p>Suas propostas, inspiradas em parte pelo positivismo, iam além da abolição da escravatura. Rebouças advogava pela proteção da vida humana, a supressão da guerra como fator de miséria, a taxação sobre a riqueza adquirida (especialmente post-mortem), e a exploração da terra por quem a ocupa. No âmbito social, defendia **garantias para as classes laboriosas**, a **associação entre capital e trabalho** e, crucialmente, a **participação dos operários nos lucros líquidos da indústria**. Mais de um século depois, a **abolição da miséria** ainda é um sonho distante, enquanto apenas as ideias de salário-mínimo e participação nos lucros ganharam alguma expressão jurídica, evidenciando a persistência de um desafio histórico.</p>"
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