Oposição quer Wolney Queiroz na CPI do INSS após polêmica em contrato de telemarketing

Oposição exige convocação de Wolney Queiroz para CPI do INSS

A oposição ao governo Lula intensificou os pedidos para que o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, seja convocado a depor na CPI do INSS. O foco da investigação é um contrato de telemarketing no valor de R$ 117,7 milhões, vencido pela empresa Provider, de João Luiz Dias Perez. A polêmica gira em torno do fato de que o dono da empresa vencedora esteve nas dependências do ministério durante o processo de licitação.

Empresário visitou ministério durante pregão eletrônico

Registros de entrada e saída revelam que João Luiz Dias Perez permaneceu no bloco F da Esplanada dos Ministérios das 10h14 às 17h32 do dia 22 de junho de 2023. Este período coincide com o pregão eletrônico que definia a vencedora da licitação para operar a Central de Atendimento 135 em 13 estados. O empresário teria visitado o ministro Wolney Queiroz, que na época era secretário-executivo da pasta, entre 12h e 13h, enquanto os procedimentos da licitação estavam em andamento.

Deputados criticam adiamento e apontam para possível influência

O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) criticou duramente o adiamento do depoimento de Wolney Queiroz, originalmente marcado para esta segunda-feira, 1º. O ministro alegou ter uma viagem, mas Van Hattem ressaltou que a agenda do ministro estava vazia no dia em que compareceria à comissão, o que, segundo ele, demonstra um desrespeito aos membros da CPI. “Ele está debochando de cada um dos membros desta comissão quando ele marca o dia de vir aqui, não aparece agenda vazia, e no mesmo dia sai essa notícia”, declarou o deputado. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) também levantou suspeitas, mencionando que Caruaru, cidade natal do ministro, tem laços com o empresário vencedor da licitação.


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