Pacificação no Brasil: Por que acordos políticos não garantem a paz real

Pacificação no Brasil: Por que acordos políticos não garantem a paz real

Especialista aponta que a verdadeira reconciliação passa pela moralidade e ética nos Três Poderes, e não por negociações nos bastidores.

A ilusão da pacificação através do PL da Dosimetria

A recente aprovação do PL da Dosimetria tem sido apresentada por alguns como um passo rumo à pacificação do país, mas essa visão é amplamente contestada. Longe de acalmar os ânimos, a medida tende a intensificar a disputa política, especialmente com o olhar voltado para as eleições de 2026.

A estratégia de vincular matérias polêmicas, como a dosimetria, a questões como a cassação de deputados, apenas amplifica o conflito. Na direita, a aprovação da dosimetria já abre caminho para discussões sobre anistia. Na esquerda, a revolta com o benefício a militares e ministros envolvidos em tentativas de golpe de Estado promete manter a chama da guerra política acesa.

Reconciliação genuína: entre representantes e representados

O erro fundamental reside na crença de que o alinhamento entre os Poderes, promovido por soluções intermediárias como o PL da Dosimetria, é suficiente para pacificar o Brasil. O que o país verdadeiramente necessita não é a reconciliação entre os Poderes, que por natureza possuem mecanismos de freio e contrapeso saudáveis, mas sim a reconciliação entre os representantes e os representados.

Essa reconciliação só será alcançada com moralidade, um código de ética e conduta rigoroso. As autoridades devem pautar suas ações pela Constituição, pelas regras estabelecidas e pelo bom senso, demonstrando que não estão dispostas a tudo para acomodar interesses particulares.

Transparência e ética: os pilares da confiança pública

A verdadeira pacificação exige que as ações públicas sejam realizadas sob a luz da transparência, e não nas sombras da censura e dos acordos feitos nos bastidores. A forma como o PL da Dosimetria foi discutido e aprovado, marcada por negociações veladas, exemplifica o tipo de prática que mina a confiança da população nas instituições.

A escalada da guerra política é, em grande parte, fruto do descaso das autoridades com as regras básicas de conduta. A criação de leis com propósitos puramente eleitorais, como aponta a análise, só serve para incendiar ainda mais o país, afastando a possibilidade de um ambiente político mais sereno e construtivo.


Descubra mais sobre MNegreiros.com

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Comente a matéria:

Rolar para cima