BRASÍLIA – O Ministério da Fazenda revisou para R$ 69,8 bilhões a previsão de economia em dois anos com o pacote de corte de gastos do governo Lula após as modificações feitas pelo Congresso, em documento divulgado na noite desta sexta-feira, 20. Na proposta original, a Fazenda esperava R$ 71,9 bilhões de economia com as medidas até 2026.
A revisão das medidas totaliza uma redução de R$ 2,1 bilhões no impacto fiscal do pacote. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou as desidratações feitas pelo Congresso e afirmou que as mudanças teriam um impacto em torno de R$ 1 bilhão.

Ministro afirmou nesta sexta-feira que impacto fiscal do pacote seria reduzido em torno de R$ 1 bi. Foto: Wilton Junior/Estadão
Economistas e analistas do mercado financeiro, nporém, calculam que as mudanças aprovadas pelos parlamentares podem minar de R$ 8 bilhões a R$ 20 bilhões do pacote.
Medidas alteradas
O governo retirou a previsão de economia com a mudança de correção no Fundo Constitucional do Distrito Federal, que foi derrubada pelo Congresso da proposta original. A pasta estimava um impacto de R$ 2,3 bilhões até 2026 com a medida.
A Fazenda reduziu a projeção de economia com Benefício de Prestação Continuada (BPC), Bolsa Família e biometria com a justificativa de “redução em função de exceções para difícil acesso”.
No BPC, a estimativa de economia caiu de R$ 4 bilhões para R$ 2 bilhões. A medida foi a mais desidratada no Congresso, tendo sofrido dez mudanças pelo relator na Câmara. O governo queria impedir o acúmulo de benefícios em uma mesma família e levar em conta bens e patrimônio na avaliação para o acesso ao auxílio, além de alterar o critério de deficiência, mas as medidas foram derrubadas pelos parlamentares.
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