IPC adia resultado da perícia dos peixes mortos no Açude Velho
A divulgação do resultado da perícia sobre a morte de mais de 10 toneladas de peixes no Açude Velho, em Campina Grande, foi adiada pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba. A investigação apura a possibilidade de um **crime ambiental**, e a expectativa é que o laudo saia em até 30 dias, embora uma data exata para a divulgação ainda não tenha sido definida. Segundo o IPC, não houve alterações nos parâmetros de análise da água e de um peixe coletados no local.
Investigações em andamento por múltiplos órgãos
A Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) seguem com as investigações sobre o incidente. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar se houve responsabilidade humana intencional no caso. Paralelamente, o MPPB, por meio do promotor do Meio Ambiente de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves, conduz um inquérito civil desde 11 de novembro, que abrange tanto o despejo irregular de esgoto quanto a mortandade de peixes no Açude Velho. A Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) também acompanha o caso, tendo requisitado, em um prazo de 15 dias, relatórios técnicos sobre o monitoramento da qualidade da água, cronogramas de ações emergenciais e informações sobre a aplicação de recursos municipais relacionados ao açude, além de avaliações de risco à saúde pública.
Açude Velho: um cartão-postal sob investigação
O Açude Velho, um dos principais cartões-postais de Campina Grande, apesar de não abastecer a cidade, recebe água de canais que chegam à região, contribuindo para sua poluição. O local possui um valor histórico para o município, tendo chegado a abastecer a região em períodos de seca extrema. Atualmente, o abastecimento da cidade é feito pelo Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão. A mortandade de peixes gerou **prejuízos significativos para comerciantes locais**, com relatos de queda de até 80% no movimento. Os peixes mortos foram retirados e levados para o aterro sanitário de Campina Grande.
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