Maioria prefere que ex-presidente cumpra pena em casa
Uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (data de divulgação da pesquisa) aponta que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra sua pena em regime de prisão domiciliar, em vez de retornar à prisão. O levantamento revela que 37% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro deveria voltar para a cadeia, enquanto 5% não souberam opinar sobre o assunto.
Divisão por perfis demográficos e ideológicos
Os dados do Datafolha mostram uma notável divisão na opinião pública, com diferenças significativas entre os diversos grupos demográficos e ideológicos. Entre os entrevistados com mais de 60 anos, 61% são a favor da prisão domiciliar, e esse número sobe para 81% entre os empresários. Por outro lado, aqueles que defendem o retorno de Bolsonaro à prisão são maioria entre os jovens de 16 a 24 anos (44%) e entre os desempregados (42%).
Opiniões variadas entre centro, bolsonaristas e petistas
No espectro político, a polarização se manifesta claramente. Entre as pessoas que se classificam como de centro, 53% preferem a prisão domiciliar, enquanto 41% defendem o retorno à prisão. Já entre os eleitores mais alinhados a Jair Bolsonaro, a defesa pela prisão domiciliar atinge 94%, com apenas 3% contrários. Em contrapartida, entre os petistas, 68% querem o retorno do ex-presidente à prisão, e 28% se manifestam a favor da prisão domiciliar.
Eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro divergem
A pesquisa também detalha as opiniões dos eleitores dos principais nomes da política nacional. Dos que pretendem votar no atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 30% defendem a prisão domiciliar de Bolsonaro, enquanto 66% querem seu retorno à prisão. Já entre os eleitores declarados de Flávio Bolsonaro (PL), 93% são a favor da prisão domiciliar, com apenas 5% afirmando que ele deveria voltar para a prisão.
A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades do Brasil entre os dias 7 e 9 de abril. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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