[Editado por: Marcelo Negreiros]
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 17, a Operação Fraus. O movimento investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar o sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O esquema consiste principalmente em desviar recursos de benefícios assistenciais, como o BPC/Loas. Segundo a PF, o grupo atuava há mais de dez anos. Dessa forma pode ter causado prejuízo superior a R$ 30 milhões aos cofres públicos.
Entre os investigados estão sobretudo servidores do INSS, correspondentes bancários, bem como técnicos com acesso a plataformas restritas, como o aplicativo Meu INSS. Eles teriam usado esses dados para assim dar entrada em pedidos fraudulentos de benefício. O chefe da delegacia da PF em Macaé, delegado Adriano Espindula Soares, afirmou que o grupo tem uma sólida estrutura. Acrescentou que os agentes já identificaram os principais integrantes. O líder seria um homem conhecido como “Professor” ou “Rei do Benefício”, responsável por ensinar os demais a burlar o sistema.
PF faz operação em cinco cidades
A justiça cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Rio de Janeiro. As ações incluem a Capital, Armação de Búzios, Cabo Frio, São Gonçalo e Casimiro de Abreu. Nas buscas, as autoridades apreenderam R$ 74 mil em espécie, veículos, armas, joias, computadores e documentos que devem reforçar as investigações.
Apenas nos últimos seis meses, o grupo teria causado prejuízo de R$ 1,6 milhão com o protocolo de ao menos 415 requerimentos irregulares para o BPC. A quantidade de pedidos era tamanha que, em alguns casos, os criminosos não conseguiam sequer abrir as contas bancárias a tempo para o recebimento do benefício, o que resultava na suspensão dos pagamentos.
Segundo Soares, o esquema comprometeu recursos destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade e sobrecarregou o sistema do INSS. O Ministério da Previdência informou que a apuração teve início a partir de um relatório da própria pasta e que colaborou com a investigação desde o início.
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