PF analisa ataques coordenados ao BC para avaliar inquérito sobre Banco Master
A Polícia Federal (PF) está em fase de análise de informações sobre ataques coordenados que ocorreram nas redes sociais, direcionados ao Banco Central (BC) e outras instituições após a liquidação do Banco Master. O objetivo é determinar se há indícios suficientes para a instauração de um inquérito policial.
Análise inicial para possível inquérito
A PF está coletando e consolidando dados para elaborar um relatório técnico, conhecido como informação de polícia judiciária. Este documento servirá de base para a decisão sobre a abertura formal de uma investigação. Paralelamente, a PF já conduz um inquérito separado que apura suspeitas de crimes financeiros na operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), que pode trazer informações complementares ao caso principal.
Ofensiva em redes sociais e alvos específicos
A ofensiva nas redes sociais, que se concentrou em um período de 36 horas pouco antes da virada do ano, utilizou contas conhecidas por promover celebridades. O foco era questionar a credibilidade de órgãos como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em relação à liquidação do Banco Master, decretada em novembro pelo BC e que está sob escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU).
Denúncias de propostas para criticar o BC
Embora autoridades como Gabriel Galípolo, do BC, e Isaac Sidney, da Febraban, tenham sido mencionados, o principal alvo da campanha foi Renato Dias Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, que foi responsável pelo veto da oferta de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Figuras públicas, como o vereador de Erechim (RS), Rony Gabriel (PL), e a influenciadora Juliana Moreira Leite, afirmaram ter recebido propostas para divulgar conteúdos em defesa do Banco Master e contra a atuação do Banco Central. Rony Gabriel relatou ter sido procurado por uma empresa de “gerenciamento de reputação” para produzir vídeos afirmando que o Banco Master era uma vítima do BC.
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