PF prende ex-secretário de Educação em SP por fraudes milionárias

PF prende ex-secretário de Educação em SP por fraudes milionárias

Operação Coffee Break avança e mira desvios em licitações da Educação no interior paulista

Marin é preso preventivamente após fugir na primeira fase da operação

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 12, a quarta fase da Operação Coffee Break, que investiga fraudes milionárias em licitações da área de Educação em prefeituras do interior de São Paulo. O principal alvo das diligências é o ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin. Ele havia conseguido fugir na primeira fase da operação, em novembro, mas foi preso preventivamente nesta manhã.

A defesa de Marin nega as irregularidades e afirma que ele “permanece à disposição para os esclarecimentos necessários”. No mês passado, na terceira fase da operação, ele já havia sido alvo de busca e apreensão pelos federais.

Secretária de Finanças de Itu é monitorada por tornozeleira eletrônica

A secretária de Finanças de Itu, Monis Marcia Soares, também foi alvo das diligências desta quinta e passará a ser monitorada por tornozeleira eletrônica. O portal Estadão pediu manifestação da prefeitura de Itu, mas o espaço segue aberto.

A investigação apura fraudes em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre os anos de 2021 e 2025, além de atos de lavagem de dinheiro para ocultar valores desviados do erário público. Os investigados podem responder por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitação e organização criminosa, com penas que podem somar até 60 anos de prisão.

Empresa Life e ex-nora de Lula no centro do esquema

A Operação Coffee Break já teve outras fases que miraram a empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para o fornecimento de kits e livros escolares. Segundo a PF, os contratos teriam sido direcionados e superfaturados. O dono da Life, André Mariano, é apontado como o pivô do esquema.

Na primeira fase, a ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Carla Ariane Trindade, foi alvo da PF por suspeita de receber propinas de Mariano. Ela nega as acusações. A investigação aponta que Carla teria atuado em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a empresa investigada. Em uma agenda apreendida, o nome de Carla aparecia com o apelido “Nora”, em referência ao seu vínculo com a família presidencial.

A PF acredita que o esquema, com ramificações por diferentes prefeituras de São Paulo, está em funcionamento desde, pelo menos, 2021, e descreve uma “organização criminosa estruturada” composta por agentes públicos, lobistas, doleiros e empresários.


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