Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, o aumento foi de 1,2%, a décima primeira alta consecutiva nesta base de comparação
São Paulo — O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre acelerou para 0,6% em relação ao período imediatamente anterior, informou o IBGE nesta terça-feira (03). Os setores de serviços e indústria puxaram o resultado.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, o aumento foi de 1,2%, a décima primeira alta consecutiva nesta base de comparação. No acumulado do ano, o crescimento foi de 1%. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2019 totalizou R$ 1,84 trilhão.
O IBGE também revisou os resultados dos trimestres anteriores, mostrando um crescimento maior do que havia sido divulgado. O PIB do segundo trimestre foi revisado para uma alta 0,5%, ante cálculo anterior de 0,4%, e o primeiro trimestre foi revisado para estabilidade, e não mais queda de 0,1%. O resultado também veio um pouco melhor do que estava sendo projetado por analistas do mercado financeiro.
No terceiro trimestre, serviços tiveram o maior impacto no PIB, pelo maior peso que representam, com avanço de 0,4% ante o trimestre anterior. Já a indústria cresceu 0,8%. A maior alta trimestral foi da Agropecuária com crescimento de 1,3%
Nos serviços, os resultados positivos foram das atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,2%), comércio (1,1%), informação e comunicação (1,1%), atividades imobiliárias (0,3%) e outras atividades de serviços (0,1%).
Na indústria, o destaque foi para os setores extrativo, que avançou 12% em relação ao segundo trimestre, puxado pela extração de petróleo, e de construção, com avanço de 1,3%.
A taxa de investimento no terceiro trimestre ficou estável em relação ao mesmo período do ano anterior, a 16,3% do PIB.
PIB de 2018 é revisado para 1,3%
Como é de praxe, o IBGE revisou o PIB do ano passado para 1,3%, avanço de 0,2 ponto percentual em relação ao 1,1% que havia sido anunciado no passado. A maior alteração entre os setores, segundo o instituto foi para agropecuária, que passou de 0,1% para 1,4%.
“Isso se deve, em grande parte, pela incorporação de novas fontes estruturais anuais do IBGE, não disponíveis na compilação anterior, como a Produção Agrícola Municipal (PAM), a Produção da Pecuária Municipal (PPM) e a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs)”, informou o IBGE no material de divulgação.
Já a indústria teve uma ligeira redução de 0,6% para 0,5%. Serviços variaram 0,2 p.p. de 1,3% para 1,5%.
Com informações de Exame
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