Pizzaria na PB: Polícia descarta envenenamento intencional em surto
Investigação foca em alimentos impróprios após intoxicação coletiva e morte de cliente em Pombal.
Improvável envenenamento intencional
A polícia considera improvável a hipótese de envenenamento intencional no surto de intoxicação alimentar que atingiu uma pizzaria em Pombal, no Sertão da Paraíba. A principal linha de investigação aponta para o consumo de **alimento impróprio**, que levou ao atendimento de 117 pessoas e à morte de uma cliente. Segundo o delegado responsável pelo caso, a própria dinâmica dos fatos afastou a possibilidade de ação deliberada, uma vez que funcionários da pizzaria também consumiram o alimento e passaram mal.
“Atualmente a polícia considera improvável um envenenamento intencional, mas ainda trabalha com a possibilidade de um envenenamento acidental. A própria equipe, na noite do domingo, também consumiu o alimento e passou mal. O caixa comeu e, em menos de 10 minutos, passou mal”, explicou o delegado.
Desconfiança na carne de sol
Um dos administradores da pizzaria, padrasto do dono do estabelecimento, relatou à polícia ter desconfiado da **carne de sol utilizada na pizza com nata**. Essa desconfiança foi corroborada por outros relatos e coincide com o pedido feito pela vítima fatal, Raíssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, que consumiu justamente esse sabor. O administrador afirmou que a carne foi comprada no sábado pela manhã e a nata preparada no mesmo dia, negando qualquer exposição do local a venenos ou dedetização recente.
A vítima, engenheira agrônoma e servidora pública, foi levada ao hospital com sintomas graves e, apesar do atendimento médico, faleceu. Seu namorado, que também comeu na pizzaria, foi atendido e liberado sem complicações maiores.
Crimes investigados e colaboração
O inquérito policial apura dois crimes: **consumo de alimento impróprio**, com pena de detenção de dois a cinco anos ou multa, e **homicídio culposo**, em razão da morte da cliente. Amostras do corpo da vítima, de alimentos e das pizzas foram recolhidas e enviadas para exame toxicológico, com resultado previsto para cerca de duas semanas. Todos os envolvidos na cadeia de produção e venda dos alimentos podem ser responsabilizados em caso de comprovação de negligência.
O dono da pizzaria, Marcos Antônio, em nota enviada por sua advogada, lamentou o ocorrido e afirmou estar colaborando com as investigações, fornecendo amostras e informações aos órgãos competentes. “Eu sou jovem, tenho 24 anos e meu comércio é minha vida. Então, jamais iria me sabotar, jamais iria prejudicar”, declarou.
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