Flávio Bolsonaro articula estratégia para o irmão Eduardo retornar ao Brasil com foro privilegiado, visando uma possível vaga no Senado.
Eduardo Bolsonaro enfrenta processo no STF e está nos Estados Unidos.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, tem sinalizado a aliados que **não abandonará o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro**, que atualmente reside nos Estados Unidos e é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma articulação em curso visa preparar um plano para o retorno de Eduardo ao Brasil, com a perspectiva de que ele já retorne com **foro privilegiado**, garantindo assim uma maior proteção legal.
A ideia de trazer Eduardo de volta ganha força, e seu nome já foi mencionado em reuniões internas do PL como um potencial candidato ao Senado. Nos bastidores, uma das hipóteses mais discutidas é a de que Eduardo Bolsonaro possa ser **suplente de senador**. Essa estratégia permitiria ao PL ampliar o leque de alianças, possibilitando que o titular da vaga seja de outro partido, o que poderia abrir caminho para negociações políticas.
Possível candidatura ao Senado e o papel de suplente.
Caso a chapa ao Senado seja eleita, a intenção seria que o titular da vaga assumisse um cargo de ministro, liberando assim o espaço para que Eduardo Bolsonaro assumisse como suplente e pudesse retornar dos Estados Unidos. Essa movimentação, no entanto, ainda é considerada uma **conjectura política**, e não há um pedido formal para que a equipe jurídica da campanha avalie a viabilidade de Eduardo concorrer estando no exterior, seja como titular ou suplente.
Nas discussões internas do PL sobre as candidaturas em São Paulo, outros nomes como o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), também foram mencionados para vagas ao Senado, ao lado de Mario Frias (PL), Renato Bolsonaro e Marco Feliciano (SP), além de Eduardo Bolsonaro (EB).
Eduardo Bolsonaro é réu por obstrução em trama golpista.
Eduardo Bolsonaro se tornou **réu em ação no STF** no âmbito da investigação sobre a trama golpista. Ele responde pelos crimes de obstrução à Justiça e coação no curso do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciou, juntamente com o blogueiro Paulo Figueiredo, sob a acusação de terem articulado, a partir dos Estados Unidos, a imposição de sanções contra ministros do STF. O objetivo, segundo o PGR Paulo Gonet, seria pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da tentativa de golpe. Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão neste caso.
A própria esposa de Eduardo, Heloísa Bolsonaro, confirmou que o ex-deputado enfrenta um período difícil desde que decidiu se afastar do Brasil. Ela declarou que o distanciamento incluiu a interrupção de contatos diretos com o pai, Jair Bolsonaro, chegando a mencionar que, no início, conseguiam se falar por telefone, mas que depois passou a ser apenas por cartas.
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