Adolescente gravou o momento da discussão, que resultou em dois disparos.
Um policial civil, considerado foragido, está sendo investigado nas esferas criminal e administrativa após atirar em um adolescente de 15 anos, na cidade de João Pessoa. O incidente ocorreu na última sexta-feira (6) e chocou a comunidade local. De acordo com o superintendente da Polícia Civil de João Pessoa, Cristiano Santana, o suspeito já teve o depoimento do adolescente coletado, assim como outros elementos de prova. As equipes policiais agora concentram esforços em localizar o policial, que se apresentou como foragido.
Santana detalhou que, paralelamente à busca pelo suspeito, “foram colhidos elementos de prova com o auxílio da vítima e hoje permanece que é essa continuidade de interrogar, no caso, o policial, e realizar exames. Aí tem a questão também da arma que será apreendida e encaminhada para os exames periciais”. A arma do crime, utilizada pelo policial, será apreendida e passará por perícia.
Jovem e namorada buscavam abrigo da chuva quando foram abordados.
Segundo o relato da família do jovem baleado, o incidente começou quando o adolescente e sua namorada, de 15 anos, buscavam abrigo da chuva embaixo de uma árvore, próxima à residência do policial. A atitude teria desagradado o policial, que sacou a arma. O adolescente, sentindo o perigo, iniciou uma gravação em seu celular, capturando o momento da discussão.
Durante a discussão, o policial efetuou dois disparos. O primeiro tiro atingiu a região da cintura do adolescente. O segundo disparo, que segundo o jovem era direcionado à sua namorada, acabou atingindo-o de raspão no peito, quando ele se colocou na frente.
Namorada relata susto e desconhecimento do agressor.
A namorada do jovem baleado, que preferiu não se identificar, descreveu o momento de pânico. “A gente ficou muito assustado, não queríamos sair de qualquer jeito. Pensa que não, ele vai, aponta a arma para ele. Em nenhum momento a gente não conhecia ele, foi do nada ele chegou lá ameaçando eu e ele para poder sair do local”, relatou a jovem. Ela afirmou que não conhecia o policial e que a abordagem foi repentina e ameaçadora.
A mãe do adolescente, que também optou pelo anonimato, confirmou conhecer o policial e foi informada dos disparos pela nora. Após o ocorrido, o jovem foi socorrido e encaminhado ao Ortotrauma de Mangabeira, onde recebeu atendimento médico e recebeu alta. Em seguida, passou por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC) e prestou depoimento na Central de Polícia, acompanhado pela mãe.
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