PP em SP: Tensão com Tarcísio pode levar a candidatura própria em 2026

Descontentamento Generalizado

O partido Progressistas (PP) em São Paulo está seriamente avaliando a possibilidade de lançar uma **candidatura própria ao governo do estado em 2026**, rompendo com o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A insatisfação, descrita como **crescente descontentamento** entre os prefeitos da legenda, é o principal motor dessa discussão. Há uma percepção de **distanciamento** entre o governo estadual e as lideranças do PP, tanto em nível municipal quanto estadual e nacional.

A nota oficial do partido aponta para **queixas recorrentes sobre a falta de atenção a parlamentares, dificuldades de comunicação e uma percepção de distanciamento** entre integrantes do atual governo estadual e a direção partidária do Progressistas. Esses problemas têm levado a um clima de insatisfação generalizada entre os 54 prefeitos que o PP possui em São Paulo.

Nomes em Jogo e Articulação Nacional

Para uma eventual candidatura independente, o nome do empresário **Filipe Sabará** tem ganhado força. Ex-secretário estadual na gestão de João Doria e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em São Paulo, Sabará tem atuado para aproximar o filho de Jair Bolsonaro de empresários paulistas, visando a pré-candidatura presidencial.

Outro nome cogitado é o do deputado federal **Ricardo Salles**, ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado. O partido também mira o ex-secretário de Segurança Pública, **Guilherme Derrite**, como candidato ao Senado, buscando fortalecer o projeto majoritário da sigla. Derrite, que retornou ao PP este ano após um período no PL, conta com o **forte respaldo da família Bolsonaro**, um fator considerado crucial para as articulações de 2026.

Estratégia para 2026

A reavaliação da estratégia em São Paulo também está atrelada ao **projeto presidencial de Flávio Bolsonaro**. A avaliação interna do PP é que ter um governador alinhado ao projeto nacional facilitaria a formação e sustentação de chapas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, em um dos mais importantes colégios eleitorais do país. O partido considera **insuficiente o apoio público e efetivo de Tarcísio ao projeto majoritário da legenda**, o que intensifica o debate sobre a busca por um caminho próprio em 2026.


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