Reforma Tributária inicia fase de transição com novos tributos
A partir de 1º de janeiro, o Brasil entra em uma nova etapa da reforma tributária, com a introdução de dois novos tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Inicialmente, esses tributos serão apenas informados, sem serem descontados, e coexistirão com os impostos atuais, como ICMS e IPI. Essa convivência paralela de diferentes regimes tributários gera apreensão no setor industrial.
Insegurança jurídica e o risco do “manicômio tributário”
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), alertou para o período de **insegurança e questionamentos jurídicos** que se avizinha. “Teremos um manicômio tributário que incorporou ainda mais outro manicômio, até que isso transite, até dúvidas serem tiradas, até que todos esses fundos de gestão de subsídios sejam feitos. E ainda há muitas regulamentações a serem feitas”, declarou Alban em entrevista à Coluna do Estadão. A preocupação é especialmente grande para pequenas e médias empresas, que carecem de estrutura para lidar com as complexidades do novo sistema.
Economia e eleições: um cenário de cautela
Além da reforma tributária, Alban manifestou preocupação com a política monetária do país, que, segundo ele, “exagerou”. Ele avalia que os **juros permanecerão altos em janeiro**, dificultando investimentos. O ano eleitoral de 2026 também é um ponto de atenção, com o risco de um afrouxamento da responsabilidade fiscal. “Nós temos eleições muito amplas, onde as propostas populistas tendem a encontrar um terreno fértil”, observou o presidente da CNI. Ele citou como exemplo a discussão sobre a redução da jornada de trabalho, que considera inadequada diante do custo Brasil e do déficit fiscal.
CNI busca propostas e um candidato fora da polarização
Diante do cenário político, a CNI pretende ter uma atuação **propositiva e construtiva** em relação aos candidatos em 2026, com a apresentação do Pacto Brasil mais 25. Alban defende a busca por um candidato que consiga “sair da radicalização do nós x eles”, argumentando que “a polarização sempre preocupa porque eu não entendo que com ‘nós x eles’ construímos uma nação”. Ele acredita que a sociedade, ao cobrar, pode ajudar a impulsionar um candidato que represente um “país de todos”.
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