Presidente do PT: Lula paga preço pelo desgaste da política com corrupção

Lula paga o preço pelo desgaste que a política vive por causa da corrupção, diz presidente do PT

Pesquisa aponta queda na popularidade do presidente no Nordeste, mas dirigente do partido aposta em reversão até as eleições.

Desgaste da imagem e cenário eleitoral

O presidente do PT, Edinho Silva, avalia que o presidente Lula está pagando o preço pelo desgaste geral que a política brasileira sofre em decorrência de escândalos de corrupção. Em declarações recentes, ele reconheceu que a imagem do petista enfrenta desafios, especialmente em redutos históricos de apoio.

Uma pesquisa recente do instituto Datafolha, divulgada em fevereiro de 2026, aponta uma queda significativa no apoio a Lula na região Nordeste, que historicamente é uma base de apoio do presidente. O percentual de aprovação na região caiu de 49% para 33%, a pior avaliação de Lula em todos os seus mandatos na área. A pesquisa ouviu 2.007 eleitores em 113 cidades brasileiras, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Otimismo com a campanha eleitoral

Apesar dos números, Edinho Silva demonstra otimismo, afirmando que Lula chegará às eleições em um cenário “mais positivo”. Ele acredita que o desenvolvimento da campanha eleitoral e a divulgação de informações permitirão que a sociedade compreenda melhor a situação.

“Pesquisa é fotografia do momento, não significa que nós vamos no mês de junho e julho com este cenário eleitoral que as pesquisas mostram. Os fatos vão sendo decantados, a sociedade começa a enxergar exatamente o que está acontecendo e ter acesso às informações e entender, de fato, quem tem responsabilidade pela corrupção e quem não tem”, declarou o presidente do PT.

Desafios e expectativas para o futuro

A avaliação de Edinho sugere que a percepção pública sobre a responsabilidade pela corrupção é um fator chave que pode influenciar o resultado eleitoral. A esperança do partido é que, com o avanço da campanha, a narrativa em torno de Lula e do PT se fortaleça, dissociando-os dos escândalos que afetam a política como um todo.

O cenário político é complexo, com outros eventos e declarações repercutindo. A pesquisa do Datafolha também indicou que 59% dos entrevistados defendem a prisão domiciliar de Bolsonaro, mostrando a polarização e os desafios de imagem enfrentados por diferentes figuras políticas. A estratégia do PT parece focada em capitalizar o tempo e a comunicação para reverter a atual percepção negativa e reforçar a imagem de Lula.


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