Presidente do Rioprevidência foge do Brasil em meio a investigação da PF sobre o Master
Deivis Marcon Antunes é suspeito de autorizar aportes de R$ 1 bilhão do fundo de pensão no Banco Master e deixou o país dias antes da operação policial.
Investigação da Polícia Federal aponta para gestão temerária de recursos públicos
O presidente do RioPrevidência, **Deivis Marcon Antunes**, deixou o Brasil em 15 de janeiro, dias antes de a Polícia Federal deflagrar a operação “Barco de Papel” nesta sexta-feira, 23. A PF apura suposta **gestão temerária** de dirigentes do fundo ao autorizarem **aportes de R$ 1 bilhão no Banco Master**. Antunes, que sabia da possibilidade de ser alvo da investigação, comprou uma passagem para os Estados Unidos, e seu paradeiro atual é desconhecido. Ele não é considerado foragido, pois a operação cumpriu apenas mandados de busca e apreensão contra ele.
Agentes da PF estiveram na residência de Antunes no Rio de Janeiro, mas não o encontraram. A investigação suspeita que as aplicações no Banco Master foram aprovadas de forma irregular, incompatíveis com a finalidade do instituto de previdência e que expuseram os **servidores públicos a risco elevado**. Estão sendo investigados crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública a erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.
Mandados de busca e apreensão contra gestores do fundo
Além de Deivis Marcon Antunes, a operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, incluindo a sede do RioPrevidência. Também são alvos da investigação o ex-diretor de investimentos **Euchério Rodrigues** e o ex-gerente de investimentos **Pedro Pinheiro Guerra Leal**. Ambos deixaram seus cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master. As defesas dos citados ainda não se manifestaram sobre as acusações. O espaço para manifestação permanece aberto.
O RioPrevidência tentava reverter suas aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master por precatórios federais. Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. A autarquia está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.
Terceira operação da PF envolvendo o Banco Master
Esta é a **terceira operação recente da PF** para apurar suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master. Diferente de outros casos, esta investigação não tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi deflagrada com autorização da Justiça Federal do Rio de Janeiro, em primeira instância. A operação “Barco de Papel” visa esclarecer os detalhes dos **aportes de R$ 1 bilhão** realizados pelo RioPrevidência, que representavam um **risco elevado** para os recursos dos servidores públicos. A fuga do presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, intensifica as suspeitas sobre a **gestão temerária** dos recursos. A **investigação da PF** busca identificar os responsáveis pelas decisões que levaram a essa situação, com foco nos crimes contra o sistema financeiro nacional e gestão fraudulenta.
Descubra mais sobre MNegreiros.com
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
