Prisão de Bolsonaro: Centrão acelera busca por rival de Lula em 2026

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, neste sábado (22), por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, intensificou os bastidores políticos do Centrão. O grupo busca definir com urgência um nome para disputar a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.

Tarcísio de Freitas surge como favorito

Entre os partidos mais influentes do Centrão, como União Brasil, PP, PSD e Republicanos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como o preferido das lideranças. Ele é visto como o candidato ideal para reconectar o Brasil com os Estados Unidos, especialmente em um cenário de insatisfação com a política econômica atual e sanções americanas.

A pressão sobre Tarcísio para que ele aceite o desafio de concorrer ao Planalto, no entanto, encontra resistência. O governador tem preferência por uma reeleição em São Paulo. Além disso, a família Bolsonaro apresenta outro entrave, com o ex-presidente desejando um de seus filhos na chapa. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o mais cotado, embora a figura de Eduardo Bolsonaro seja considerada inviabilizada por parte do eleitorado.

Disputa pela vice e o futuro do PL

Outros nomes do Centrão também almejam a posição de vice-presidente, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Governadores como Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo) também sonham com a Presidência, mas poderiam compor como vice na chapa de Tarcísio.

A prisão de Bolsonaro, com restrições de contato impostas pelo STF, dificulta ainda mais as negociações. Aliados relatam um Bolsonaro apático, lidando com sequelas da facada de 2018 e a possibilidade de longos anos na cadeia, sem perspectiva clara de anistia. O Centrão busca a “bênção” do ex-presidente, ciente de sua força eleitoral para transferir votos, em troca de promessas de anistia.

Os partidos do Centrão, que controlam orçamentos bilionários através de emendas parlamentares, também mantêm indicados em cargos estratégicos. O PL, partido de Bolsonaro, deve ser o mais afetado pela sua ausência, com possíveis dificuldades para a reeleição de seus parlamentares. Uma estratégia de campanha para esses políticos pode ser o discurso de “mártir” para Bolsonaro e o apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes.


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