Professor preso por fraudes em concursos é detido novamente em prova do MPRN

Professor com histórico de fraudes em concursos é preso pela PF em nova operação

Dárcio de Carvalho, figura conhecida por envolvimento em esquemas de fraudes em concursos públicos, foi **detido novamente pela Polícia Federal** na última terça-feira (17), em João Pessoa. A prisão ocorreu no âmbito da **Operação Concorrência Simulada**, que investiga a atuação de um grupo criminoso especializado em manipular resultados de seleções.

Carvalho já havia sido **preso em 2017** durante a **Operação Gabarito**, que desarticulou um esquema com fraudes em quase cem concursos. Apesar da prisão anterior, as investigações da PF revelaram que ele **continuou ativo** no mundo das fraudes, atuando como o codinome “Dadá Meu Frango”. Ele é suspeito de participar de trocas de mensagens e envio de respostas durante as provas.

Esquema sofisticado e conexões em diversas instituições

A Operação Concorrência Simulada aponta para uma atuação coordenada do grupo, que envolvia não apenas a distribuição de gabaritos, mas também o uso de tecnologia para burlar sistemas de segurança e a **corrupção de agentes de fiscalização**. O esquema, com **sede na Paraíba**, chegou a cobrar valores de até **R$ 500 mil por vaga**.

Além de Dárcio de Carvalho, **Flávio Luciano Nascimento Borges**, funcionário da Caixa Econômica e conhecido como “Panda/7777”, também foi preso. Ele aparece em conversas interceptadas recebendo imagens de provas e participando do repasse de gabaritos, demonstrando a **atuação orquestrada** do grupo.

Investigações miram além dos executores

As investigações da Polícia Federal se estenderam a outros envolvidos, incluindo o **delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento**, que foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele é suspeito de pressionar famílias para garantir aprovações ilícitas de parentes em concursos.

Outro servidor público sob investigação é **Waldir Luiz de Araújo Gomes**, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), identificado como “Mister M”. Ele teria atuado como coordenador de local de prova, facilitando o acesso a malotes de provas e o repasse de informações ao grupo criminoso. Embora não tenha sido preso, teve sigilo telemático, interceptação telefônica e busca e apreensão decretados.

Abrangência das fraudes e métodos utilizados

As fraudes descobertas pela PF alcançaram diversas seleções importantes, como concursos da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Polícias Civil e Militar, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Banco do Brasil e até o **Concurso Nacional Unificado (CNU)**. O grupo utilizava métodos como dublês, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas.

O esquema, que já existia há mais de uma década, envolvia a venda de aprovações, corrupção de fiscais e o uso de mecanismos sofisticados de fraude e falsificação para garantir cargos de alto escalão. Os pagamentos aceitos variavam de dinheiro vivo a ouro, veículos e até procedimentos odontológicos.


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