Protesto em Brasília: Apoiadores de Bolsonaro Reagem à Prisão na PF

Apoiadores de Bolsonaro Protestam Contra Prisão em Frente à PF

Manifestantes expressam descontentamento com a prisão preventiva de Jair Bolsonaro determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Mobilização em Brasília

Um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se concentrou em frente à Superintendência da Polícia Federal em Brasília neste sábado (22). A manifestação ocorreu após a prisão preventiva de Bolsonaro, decretada ainda durante a madrugada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal apontou um risco de fuga como justificativa para a prisão, citando a vigilância de apoiadores na véspera e um alerta sobre uma suposta tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica. Moraes sugeriu que o ex-presidente poderia tentar se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos, localizada a aproximadamente 13 quilômetros de sua residência em Brasília.

Símbolos de Protesto

Durante o ato, os manifestantes empunharam bandeiras do Brasil e vestiram roupas nas cores verde e amarela. Palavras de ordem contra a prisão foram entoadas, e alguns participantes colaram adesivos nas bocas, simbolizando uma suposta censura imposta ao ex-presidente.

Em contrapartida, opositores de Bolsonaro também estiveram presentes no local, comemorando a decisão judicial. No entanto, não houve registros de confrontos ou incidentes relacionados às divergências políticas.

Decisão e Defesa

A prisão preventiva de Bolsonaro foi determinada monocraticamente por Alexandre de Moraes. A decisão será submetida à análise dos demais ministros da Primeira Turma do STF na manhã de segunda-feira (24). Até lá, o ex-presidente permanecerá em uma cela especial na sede da PF em Brasília.

A defesa de Bolsonaro afirmou que irá recorrer da decisão, classificando a prisão como algo que “causa profunda perplexidade” e levantando a hipótese de inconstitucionalidade da medida. Os advogados Paulo Cunha Bueno e Celso Vilardi declararam em nota que a Constituição de 1988 garante o direito de reunião, especialmente para a liberdade religiosa.

“Apesar de afirmar a ‘existência de gravíssimos indícios da eventual fuga’, o fato é que o ex-Presidente foi preso em sua casa, com tornozeleira eletrônica e sendo vigiado pelas autoridades policiais”, argumentam os advogados.

A defesa também expressou preocupação com a saúde de Bolsonaro, alegando que a prisão pode “colocar sua vida em risco” devido ao seu estado de saúde considerado “delicado”.


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