Dia 5 será escolhido o novo presidente da mais importante economia do mundo. Tanto a candidata do Partido Democrata, Kamala Harris, quanto o do Partido Republicano, Donald Trump, não deixaram claro como pretendem atacar o principal problema da economia norte-americana, que é a disparada das despesas públicas. Ao contrário, ambos propuseram políticas que tendem a aumentar ainda mais o rombo fiscal.
A dívida do Tesouro dos Estados Unidos detida pelo público supera os US$ 28 trilhões, ou 99% do PIB. As projeções do Gabinete de Orçamento do Congresso indicam que, em 2034, esse valor subirá para US$ 50,4 trilhões (122% do PIB americano).
É verdade que também pipocam manifestações de inconformismo por parte de alguns dirigentes globais, como Vladimir Putin, da Rússia, Xi Jinping, da China e, mesmo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, no âmbito do Brics, sobre o que entendem como a demasiada dependência do dólar pela economia global. Mas, de novo, até agora as propostas de utilização de outras moedas para liquidar compromissos entre países não arranham a hegemonia do dólar.
Os debates entre os candidatos ao governo norte-americano se concentram sobre a questão migratória ou sobre o forte protagonismo da China no comércio mundial. Mas não sugerem quaisquer iniciativas que se destinassem a reformar o sistema monetário internacional.
Este é um tema que só tomará força se, lá pelas tantas, uma forte turbulência tomar conta do mercado financeiro global.
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