PSOL mira em Marina Silva para o Senado em SP

PSOL entra na disputa para filiar Marina Silva e lançar candidatura ao Senado por São Paulo

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) intensificou os esforços para filiar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e lançá-la como candidata ao Senado nas eleições em São Paulo. A movimentação ocorre em meio a um racha interno na Rede Sustentabilidade, partido atual de Marina, que pode precipitar sua saída da sigla. No entanto, a ministra também é alvo de interesse do PT e do PSB, partidos que já contaram com sua filiação em momentos anteriores de sua carreira política.

Articulação e estratégia do PSOL

Um dos principais articuladores da aproximação com Marina Silva no PSOL é o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos. O ex-presidente do partido, Juliano Medeiros, também está envolvido nas negociações para convencer a ministra a se juntar aos quadros do PSOL. A intenção do partido é clara: aumentar sua relevância nacional com a filiação de nomes de peso e com alta visibilidade.

Essa estratégia se alinha com o plano do PSOL de lançar candidatos conhecidos para disputas importantes. Além de Marina Silva, o partido já manifestou interesse em nomes como a ex-deputada federal Manuela d’Ávila e a deputada federal Luizianne Lins para o Senado. Para a Câmara dos Deputados, em Pernambuco, o PSOL planeja lançar o comunicador Jones Manoel, que possui uma expressiva base de seguidores nas redes sociais, somando 2,5 milhões de pessoas.

Indefinição em São Paulo e cenários eleitorais

Apesar do interesse do PSOL, a definição sobre a candidatura de Marina Silva para o Senado em São Paulo ainda é uma incógnita. A ministra aguarda a definição da base de apoio do governo Lula para os nomes progressistas que concorrerão ao Senado pelo estado. A disputa em São Paulo é acirrada, com outros nomes fortes cogitados, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Há também a possibilidade de a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo e concorrer a uma vaga no Senado. Uma pesquisa recente do instituto Real Time Big Data, divulgada em 2 de dezembro, aponta um cenário competitivo. Em uma simulação onde Marina disputa ao lado de Haddad contra Guilherme Derrite (PP), Coronel Mello Araújo (PL) e Ricardo Salles (Novo), a ministra aparece em terceiro lugar, com 12% das intenções de voto, empatada tecnicamente com os demais concorrentes.

Racha na Rede Sustentabilidade e futuro de Marina

A saída de Marina Silva da Rede Sustentabilidade parece cada vez mais provável. Em abril deste ano, ela foi derrotada na eleição interna do partido para o grupo liderado por Heloísa Helena, que teve Paulo Lamac eleito como novo porta-voz. Tentativas de judicializar o processo eleitoral pela ala de Marina foram barradas. Com a iminente chegada de Heloísa Helena à Câmara dos Deputados, como suplente, a saída de Marina da Rede é considerada iminente por fontes ouvidas pela imprensa.


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