PT aposta em Benedita da Silva para defender a família após críticas ao desfile de Lula
Partido busca reverter imagem negativa gerada por homenagem ao presidente no carnaval, mirando eleitorado conservador.
Críticas ao desfile de Lula e repercussão evangélica
A repercussão negativa entre os evangélicos após a homenagem a Lula no desfile de carnaval gerou preocupação no Palácio do Planalto. O grupo religioso se sentiu ofendido, e o mal-estar detectado em levantamentos e entrevistas com políticos evangélicos desencadeou uma operação para evitar que as críticas prejudiquem a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) e evangélico, passou o carnaval em um retiro espiritual, mas senadores da oposição buscam associá-lo ao desgaste.
A AGU, inclusive, deu orientações jurídicas para que ministros não participassem do desfile, buscando mitigar os efeitos negativos. A controvérsia se intensificou com declarações de Michelle Bolsonaro, que rebateu falas de Lula sobre o desfile, afirmando que houve “anuência de chacota”. O desfile em questão também ironizou os Bolsonaros e o Congresso, ampliando o alcance das críticas.
Benedita da Silva como porta-voz da “defesa da família”
Diante desse cenário, o PT decidiu apostar na deputada federal Benedita da Silva, figura respeitada entre os evangélicos e conhecida por suas pautas sociais, para assumir a narrativa da “defesa da família”. A estratégia visa a reconquistar a confiança do eleitorado conservador, que se sentiu alheio ou ofendido pela forma como a homenagem a Lula foi conduzida. A ideia é contrapor a imagem de que o partido ou o governo estariam atacando valores tradicionais.
Benedita da Silva, com sua trajetória e discurso, é vista como uma ponte importante para dialogar com setores que se afastaram. O objetivo é mostrar que a esquerda também se preocupa e valoriza a instituição familiar, desconstruindo possíveis estereótipos negativos. Essa movimentação política indica uma tentativa clara de **reorganizar a comunicação do PT** e de suas lideranças para alcançar um público mais amplo e diverso, especialmente em um ano eleitoral.
O contexto político e as próximas articulações
A escolha de Benedita da Silva também reflete a necessidade do governo em **fortalecer sua base de apoio** e neutralizar ataques de adversários políticos. As críticas ao desfile não se limitaram à questão religiosa, mas também envolveram a própria imagem do presidente Lula e a percepção pública de seu governo. A articulação em torno da “defesa da família” busca ocupar um espaço político relevante e **evitar que a oposição explore essa pauta** de forma exclusiva.
Enquanto isso, outras notícias políticas movimentam o cenário, como a decisão do Tribunal que inocentou o ex-presidente da Dersa, acusado de fraude no Rodoanel Norte, e a declaração de Boulos sobre o STF. Hugo Motta também chamou Erika Hilton para conversar sobre a proposta do fim da escala de trabalho de 6×1. O ministro Alexandre de Moraes cobrou explicações da Papudinha sobre uma visita fora do horário autorizado a Anderson Torres, demonstrando a complexidade e os diversos focos de atenção do atual momento político brasileiro.
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