Quebra da safra de grãos pode ser 11 vezes pior que a previsão inicial

[Editado por: Marcelo Negreiros]

Realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as previsões para a safra de grãos de 2.024 no Brasil não param de cair. No primeiro levantamento, o órgão estimou a queda de 0,7%, em relação à colheita anterior. Na pesquisa publicada nesta quinta-feira, 11, há a projeção de uma retração onze vezes maior: 8%.

De acordo com a mais recente estimativa da Conab, o Brasil colherá cerca de 26 milhões de toneladas a menos. É como se quase toda a produção do Rio Grande do Sul de 2.023 sumisse de um ano para o outro. O Estado é um dos principais produtores do país.

As maiores quedas são nas colheitas da soja e do milho, que devem perder 8 milhões de toneladas e 20 milhões de toneladas, respectivamente. Essas culturas são os carros-chefes do agronegócio brasileiro. Por 90% da safra de grãos de 2024 no Brasil é formada pela dupla. Ao todo, o país deve colher 294 milhões de toneladas neste ano.

O motivo para a retração é a redução da produtividade. Ela caiu 8%, saindo de 4 toneladas para 3,7 toneladas por hectare. Segundo a companhia, essa quebra ocorre em razão da intensidade do El Niño — um fenômeno natural que altera o regime de chuvas.

Safra de grãos no Brasil

Incluindo a soja e o milho, a Conab monitora a safra de 16 grãos. Os outros são: algodão, amendoim, arroz, feijão, gergelim, girassol, mamona, sorgo, aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale.

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Produtores de milho ajudaram na alta do mercado de bioinsumo | Foto: Flickr/Confenderação da Agricultura e Pecuária do Brasil/ Wenderson Araujo/Trilux.

Nessa lista, depois da soja e do milho a colheita de arroz é mais expressiva: 10,5 milhões de toneladas — quantidade praticamente equivalente ao consumo interno. No top cinco da safra de grãos de 2024 no Brasil também estão trigo (9,7 milhões de toneladas e algodão (8,7 milhões de toneladas).

[Redação]

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