Na Câmara, até pouco tempo não havia uma regra específica, e os parlamentares podiam escolher onde se sentar livremente. Mas rolava uma divisão informal: por tradição, deputados de partidos mais conservadores se sentavam à direita de quem entra no plenário da casa; os progressistas, por óbvio, se sentavam à esquerda. Aliás, as direções espaciais passaram a ser usadas como indicadores de ideologia política na Revolução Francesa exatamente por esse motivo: os mais radicais sentavam-se à esquerda; os moderados, no lado direito.
A tradição se cristalizou tanto que, em novembro deste ano, os partidos ganharam plaquinhas indicando seus locais oficiais. Do lado esquerdo ficam siglas como PT, PDT e PCdoB, por exemplo; à direita, estão o PL, PSDB e MDB.
Isso vale para o Plenário Ulysses Guimarães, o maior de todos na Câmara e onde são realizadas as reuniões que incluem todos os deputados. Com o detalhe que ele tem 376 assentos (para 513 parlamentares), já que, ao longo da história, cadeiras foram retiradas a pedido dos próprios políticos, para abrir espaço para uma área livre na frente da tribuna e da mesa diretora (onde os deputados podem fazer discursos e arguições em microfones). Ou seja: quando todo mundo precisa se reunir presencialmente, uma parte vai ter que ficar em pé.
Tanto no Senado quanto na Câmara há outras salas e plenários menores além do principal, onde se reúnem, por exemplo, as comissões. Nesses casos, não há lugares marcados: ganha o assento quem pegou primeiro.
Fontes: Assessorias do Senado e da Câmara.
Pergunta de @jvcalderaro, via Instagram
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