Raul Jungmann: Políticos lamentam a morte do ex-ministro, “exemplo de homem público”

Luto no cenário político nacional pelo falecimento de Raul Jungmann

O Brasil amanheceu neste sábado, 18, de luto pela morte do ex-ministro Raul Jungmann, aos 73 anos, vítima de um câncer no pâncreas. A notícia de seu falecimento, após anos de luta contra a doença, repercutiu imediatamente entre as mais altas esferas do poder, com diversas personalidades políticas prestando suas homenagens e lamentando a perda de um **exemplo de homem público**.

Ministros do STF destacam a competência e o compromisso democrático de Jungmann

O ministro Alexandre de Moraes, em nome do Supremo Tribunal Federal (STF), ressaltou a figura de Jungmann como um **”grande democrata”**. Moraes relembrou a colaboração com o ex-ministro durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, destacando sua **”competência, lealdade e eficiência”** na coordenação da inteligência e segurança do evento. A atuação de Jungmann, segundo o ministro, foi fundamental em momentos cruciais.

O ministro Gilmar Mendes expressou sua dor pela perda de um **”amigo querido”**, enfatizando que a amizade com Jungmann foi construída no **”diálogo franco”** e na partilha de uma convicção comum: a de que a democracia exige coragem e compromisso com a Constituição. Para Mendes, a trajetória de Jungmann se confunde com a própria história da redemocratização brasileira, deixando um legado de **”exemplo e dignidade”**.

Em nota, o ministro Dias Toffoli também lamentou profundamente o ocorrido, descrevendo Jungmann como um homem que atuou com **”coragem, clareza e senso de responsabilidade pública”** nos momentos em que a democracia foi posta à prova. Toffoli ressaltou a **”presença firme”** de Jungmann na defesa da ordem constitucional, das instituições e do próprio STF, afirmando que o Brasil perde um **”homem público que não se escondeu”**.

Lideranças do Legislativo e Executivo prestam suas homenagens

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em nome da Casa, concedeu a Jungmann uma moção de louvor em dezembro passado, como reconhecimento de sua **vasta trajetória pública**. Lira destacou as lições deixadas por Jungmann sobre **diálogo, construção de pontes e respeito institucional**. Seus sentimentos foram estendidos aos familiares e amigos.

Paulo Teixeira, atual ministro do Desenvolvimento Agrário, pasta que Jungmann comandou no governo Fernando Henrique Cardoso, comentou sobre a generosidade e o espírito democrático do ex-ministro. Teixeira mencionou a participação de Jungmann no conselho de ex-ministros da pasta, um espaço de consulta e reflexão. Ele agradeceu a contribuição de Jungmann e expressou seus sentimentos.

O senador Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, classificou a morte de Raul Jungmann como uma **”perda para a vida pública”**. Moro relembrou o encontro com Jungmann durante a transição de governo em 2018, quando este ocupava o cargo de ministro da Segurança Pública, destacando sua competência.

O velório de Raul Jungmann será restrito a familiares e amigos próximos, em respeito ao seu desejo, conforme informado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade da qual Jungmann era diretor-presidente. A data e o local da cerimônia não foram divulgados.


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