
O Brasil tem testemunhado avanços na participação feminina na esfera pública. No entanto, desafios persistentes permanecem, especialmente na sub-representação das mulheres em espaços tradicionalmente dominados por homens, como a Segurança Pública e a Política.
Influenciado também pela presença crescente de policiais mulheres em outros países, o então governador paulista, Jânio Quadros, em 1955, foi inspirado a tomar medidas. Treze mulheres se apresentaram para o trabalho, tornando-se pioneiras na América Latina ao ingressarem na polícia, seguindo exemplos internacionais. Quase 70 anos após esse primeiro contingente em São Paulo – conhecido como “as 13 mais corajosas de 55? -, as mulheres conquistaram espaço, porém ainda constituem uma minoria nas forças de segurança nacionais. Atualmente, em termos proporcionais, as mulheres representam apenas 13% do efetivo ativo da Polícia Militar e 28% da Polícia Civil, conforme dados de 2020 do IBGE.
A ampliação da participação feminina na formulação de políticas públicas é crucial. Apesar de comporem a maioria da população e do eleitorado, as mulheres continuam sub-representadas nos cargos políticos eletivos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que, embora representem 45% dos filiados a partidos políticos, ocupam apenas 15% das cadeiras na Câmara Federal e 19% na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Descubra mais sobre MNegreiros.com
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
