Divisão na categoria de motoristas de aplicativo sobre regulamentação
A regulamentação do trabalho de motoristas de aplicativo, tema em debate no Congresso Nacional, revela uma forte divisão dentro da própria categoria. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pela Uber e obtida pela Coluna do Estadão, aponta que 42% dos motoristas acreditam que o governo deve regulamentar o trabalho por apps, enquanto 41% discordam dessa intervenção. Outros 17% não souberam opinar sobre o assunto.
Ajuda para trocar de carro é a principal demanda dos motoristas
Quando questionados sobre as ações que o poder público deveria priorizar para o setor, a demanda mais expressiva entre os trabalhadores é o auxílio na renovação ou troca do carro, citada por 52% dos entrevistados. Em contrapartida, 21% dos motoristas afirmaram que o governo não deveria tomar qualquer providência em relação ao trabalho de aplicativo.
Preocupações de médio e longo prazo sobem na lista
O levantamento do Datafolha, que entrevistou 1.800 motoristas ativos na Uber entre maio e agosto de 2025, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, abordou 11 preocupações de médio e longo prazo. Além da apreensão com a manutenção do automóvel e o receio de assaltos, que lideram a lista, questões previdenciárias ganham destaque. Cinco das preocupações mencionadas estão diretamente ligadas a esse tema, como o medo de perder renda em caso de acidente (3º lugar), doença (4º), exclusão da plataforma (5º), deixar a família desamparada em caso de morte (6º) e a dificuldade de manter o sustento ao envelhecer (8º).
Debates no Congresso e impasses na regulamentação
O presidente da Câmara, Arthur Lira, tem defendido a aprovação de um texto sobre a regulamentação dos motoristas de aplicativo antes que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre o tema. A proposta enfrenta diversos embates entre governo, empresas e trabalhadores. Um dos principais pontos de discórdia é o ganho mínimo por corrida, com o valor de R$ 8,50 por até dois quilômetros sendo negociado, após sugestão inicial do governo de R$ 10. Outro impasse é a taxa cobrada das plataformas, que está em discussão para não ultrapassar 30% do valor do serviço, com negociações em andamento para estabelecer uma taxa média.
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