Relator da CPI do INSS pede prisão de Lulinha e alega risco de fuga para a Espanha

Pedido de prisão de Lulinha na CPI do INSS avança, mas depende de aprovação e aval do STF

O relator da CPI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), solicitou a prisão preventiva do empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A justificativa apresentada no parecer é o risco de fuga, uma vez que Lulinha reside atualmente na Espanha. O documento ainda precisa ser aprovado pelos demais membros da comissão para seguir adiante.

Suspeitas de tráfico de influência e corrupção passiva sob investigação

As investigações apontam para o envolvimento de Lulinha em esquemas de fraudes no INSS, com acusações de tráfico de influência e corrupção passiva. Segundo o relatório, o empresário teria atuado como um facilitador em negócios que dependiam de decisões administrativas. A Polícia Federal reuniu indícios de que o lobista Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”, realizava repasses de R$ 300 mil à RL Consultoria e Intermediações Ltda, empresa de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. O relatório investiga se Lulinha seria o beneficiário final desses valores.

Caminho da decisão: da CPI ao Supremo Tribunal Federal

Caso o relatório seja aprovado pela CPI do INSS, o pedido de prisão preventiva de Lulinha precisará ser encaminhado à Advocacia do Senado. A etapa final para a concretização da medida depende da aprovação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é o relator da operação Sem Desconto. O relatório destaca que, após a deflagração da operação em 23 de abril de 2025, Lulinha deixou o país com destino à Espanha, o que, segundo o relator, “compromete a incidência da lei penal e frustra a aplicação do ordenamento jurídico”.

Elementos que sustentam o pedido de indiciamento

O parecer de Alfredo Gaspar propõe o indiciamento de Lulinha por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva. Lulinha figura em uma lista de 216 pessoas com pedidos de indiciamento. O relatório cita, em tom condicional, que Lulinha “teria atuado” como facilitador de acesso e “possível sócio oculto” do lobista em negócios que envolviam o Ministério da Saúde e a Anvisa. Uma mensagem interceptada, onde Roberta Luchsinger informa a Antônio Camilo que “acharam um envelope com nome do nosso amigo no dia da busca e apreensão”, também é utilizada como evidência. Além disso, foram identificados “padrões consistentes de viagens coordenadas” entre Lulinha, Careca e Roberta, com passagens emitidas conjuntamente e repasses vultosos de uma empresa de Roberta para uma agência de viagens, onde dados cadastrais de Lulinha foram vinculados. O relatório conclui que há “elementos robustos que apontam para uma atuação consciente e interessada” de Lulinha, que teria monetizado seu “capital político representado pelo sobrenome presidencial”.


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