Relator da PEC da Segurança considera crueldade contra animais na redução da maioridade penal

Debate sobre a maioridade penal ganha novo capítulo com inclusão de crueldade contra animais

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública está avaliando a possibilidade de incluir a **crueldade contra animais** como um dos crimes que poderiam justificar a **redução da maioridade penal** no Brasil. A medida, ainda em fase de discussão, visa endurecer o tratamento penal para atos de extrema violência, gerando amplo debate na sociedade e entre juristas.

Aumento da rigidez penal e aceitação social

A discussão surge em um momento de crescente preocupação com a violência no país, refletida em manifestações recentes. Após a morte de um animal em circunstâncias violentas, protestos tomaram diversas cidades, evidenciando uma demanda social por maior responsabilização. Para figuras políticas como Mendonça Filho, essas mobilizações indicam uma **ampla aceitação social para a pauta da redução da maioridade penal**, reforçando a urgência de se discutir novas abordagens na segurança pública.

Posicionamentos sobre ética e rigor no Judiciário

O debate sobre a maioridade penal e a inclusão de novos crimes na proposta também se alinha a discursos de maior rigor ético no sistema de justiça. A ministra Carmén Lúcia já ressaltou a necessidade de ser “rigorosos e intransigentes com qualquer tipo de desvio ético”, um posicionamento que pode encontrar eco na inclusão de crimes hediondos como a crueldade contra animais na discussão da PEC. Paralelamente, outras vozes no Judiciário cobram “autocorreção” e “decência administrativa”, indicando um clamor por um sistema mais justo e eficaz.

Impacto da crueldade animal na imputabilidade penal

A eventual inclusão da crueldade contra animais na PEC da Segurança Pública representa uma mudança significativa no escopo da discussão sobre a maioridade penal. Ao equiparar maus-tratos a atos que poderiam levar à redução da idade de imputabilidade, o legislador busca sinalizar um **posicionamento mais firme contra a violência em todas as suas formas**. A proposta, se aprovada, poderá redefinir a forma como crimes contra animais são vistos no ordenamento jurídico brasileiro, além de intensificar o debate sobre a eficácia das atuais leis de proteção animal e a necessidade de maior rigor na punição de seus agressores.


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