Porto Alegre – A busca de um lugar seguro para estar durante as enchentes que assolam o Rio Grande do Sul levou a uma alta procura por aluguel temporário nas praias gaúchas, apesar de estar fazendo cada vez mais frio na região. Apenas entre as cidades praianas de Osório e Capão da Canoa, no litoral norte gaúcho, estima-se um aumento de 100 mil novos moradores temporários. Os dados são da Associação dos Corretores de Imóveis de Capão da Canoa.
Atilar Gilberto Junior, conselheiro da entidade e sócio proprietário de uma imobiliária da região, diz que a forte procura tem sido para períodos entre 15 a 20 dias. Além da servir de abrigo temporário para pessoas que perderam suas casas nas enchentes, o litoral serve de refúgio para veranistas, conforte já mostrou o Metrópoles.
“A praia está lotada. Pelos números que até o momento chegam as nossas mãos, estamos com metade da capacidade esgotada. E a gente acredita que assim permanecerá por pelo menos 15 dias”, explica o conselheiro.
Sem o apelo turístico de cidades como Gramado ou Canela, na serra gaúcha, o aluguel de temporada no litoral gaúcho costuma ser inexistente na temporada de inverno. Com a calamidade, porém, a nova onda de busca por alugueis já ocupou praticamente 50% da disponibilidade de imóveis, geralmente vazios nesta época do ano.
Só na Silva Santos Consultoria imobiliária foram 70 imóveis – uma média de 10 por dia. Antes, só havia movimento em feriados. Proprietário do local, Higor da Silva Santos diz que, embora a prefeitura ainda não tenha liberado o levantamento oficial, os números podem ser apurados de acordo com uma projeção aproximada que leva em conta a quantidade de lixo gerado e água consumida em Capão da Canoa.

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RS: nível do Rio Taquari volta a subir depois de fortes chuvas
Gustavo Basso

Famílias voltam para casa após enchentes no RS
Bianca Valichesky retira as motos de casa após a água baixar na cidade de Sapucaia
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Famílias voltam para casa após enchentes no RS
Cliciane de Souza da Silva e o marido Diorgenes Gonçalves Menezes carregam uma geladeira pela rua da cidade de Sapucaia do Sul
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Famílias voltam para casa após enchentes no RS
Dias de limpeza nas casas do Rio Grande do Sul
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Comunidade indígena Pindo Poty, do povo Guarani Mbya
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Moradores e volunta?rios ajudam nas buscas no bairro de Canoas. Viaduto sobre a Estac?a?o Matias Velho onde sai?ram os trens virou ponto apoio para embarcac?o?es dos resgate Rio grande do sul RS 4 10
Busca por sobreviventes em Canoas
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Moradores e volunta?rios ajudam nas buscas no bairro de Canoas. Viaduto sobre a Estac?a?o Matias Velho onde sai?ram os trens virou ponto apoio para embarcac?o?es dos resgate Rio grande do sul RS 4 9
Resgate de moradores no Rio Grande do Sul
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Abrigo tempora?rio para os animais resgatados apo?s as enchentes causadas pelos temporais que atingem o Rio Grande do Sul RS enchente inundac?a?o 12
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Abrigo tempora?rio para os animais resgatados apo?s as enchentes causadas pelos temporais que atingem o Rio Grande do Sul RS enchente inundac?a?o 8
Mais de 500 mil pessoas seguem desalojadas e mais de 80 mil estão em abrigos
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“O tráfego de pessoas por aqui está igual ao do verão. Aqui parece que estamos em uma bolha, tudo funcionando 100%. Tem sol, o pessoal sai para jantar à noite, passeia na praia, vida que segue”, relata.
Apesar do boom imobiliário, Santos relata que o momento é de tristeza e que o setor tem feito o possível para acolher a quem chega. Como forma de ajudar, muitos proprietários têm reduzido os preços dos aluguéis. Valores de diárias que costumavam chegar a R$ 1 mil caíram para R$ 300 a R$ 400.
“Somos procurados por pessoas que ficaram sem água na capital. Há muitas famílias cujos filhos estão sem escola. A gente sabe que o resto do estado está com essa dificuldade e nos sentimos úteis em poder acolher. Quem quiser vir para cá, pode vir que temos espaço”, diz.
O tipo de imóvel mais buscado, segundo ele, são apartamentos pequenos, de um ou dois dormitórios, com internet. Há situações em que se reúnem duas ou três famílias juntas no mesmo imóvel.
“As pessoas não estão de férias, estão vindo para fugir de problemas maiores e seguir trabalhando. Ninguém sabe ao certo quanto tempo vai durar essa situação transitória”, relata.
[Redação]
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